Decreto Presidencial n.º 251/14 de 11 de setembro
- Diploma: Decreto Presidencial n.º 251/14 de 11 de setembro
- Entidade Legisladora: Presidente da República
- Publicação: Diário da República Iª Série n.º 169 de 11 de Setembro de 2014 (Pág. 3940)
Assunto
Aprova o Estatuto Orgânico do Instituto Oftalmológico Nacional de Angola. - Revoga toda a legislação que contrarie o disposto no presente Diploma.
Conteúdo do Diploma
Considerando que o artigo 31.º da Lei n.º 21-B/92, de 28 de Agosto, prevê a possibilidade dos hospitais adquirirem personalidade jurídica e a autonomia administrativa e financeira a definir por lei: Tendo em conta que o Decreto n.º 41/02, de 9 de Agosto, converte em Institutos Públicos os Hospitais Centrais, dotando-os de autonomia administrativa financeira e patrimonial; Considerando que o Decreto Presidencial n.º 260/10, de 19 de Novembro, que aprova o Regime Jurídico da Gestão Hospitalar define as Bases de Estruturação, Coordenação, Organização e Funcionamento dos Hospitais; Havendo necessidade de se estabelecer e adequar as Regras de Organização e Funcionamento do Instituto Oftalmológico Nacional de Angola ao disposto no Decreto Legislativo Presidencial n.º 2/13, de 25 de Junho; O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d) do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da Constituição da República de Angola, o seguinte:
Artigo 1.º (Aprovação)
É aprovado o Estatuto Orgânico do Instituto Oftalmológico Nacional de Angola, anexo ao presente Decreto Presidencial e que dele é parte integrante.
Artigo 2.º (Revogação)
É revogada toda a legislação que contrarie o disposto no presente Diploma.
Artigo 3.º (Dúvidas e Omissões)
As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação do presente Decreto Presidencial são resolvidas pelo Presidente da República.
Artigo 4.º (Entrada em Vigor)
O presente Diploma entra em vigor na data da sua publicação. -Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos 28 de Maio de 2014.
- Publique-se. Luanda, a 1 de Agosto de 2014. O Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
ESTATUTO ORGÂNICO DO INSTITUTO OFTALMOLÓGICO NACIONAL DE ANGOLA
CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 1.º (Definição e Natureza)
- O Instituto Oftalmológico Nacional de Angola, abreviadamente designado por «IONA», é um estabelecimento especializado de referência nacional que tem como objectivo a prestação de assistência de saúde no domínio da prevenção e diagnóstico de patologias de foro oftalmológico, bem como do tratamento especializado e complexo de pacientes portadores de doenças oftalmológicas.
- O Instituto é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, cuja capacidade jurídica abrange todos os direitos e obrigações necessários ao cumprimento das suas atribuições.
Artigo 2.º (Objectivos)
O IONA tem os seguintes objectivos:
- a)- Prestar assistência médica e de enfermagem especializada de excelência, respeitando o tempo de atendimento de acordo com as prioridades clínicas e standards nacionais de tempo de espera;
- b)- Especializar médicos e outros profissionais de saúde em oftalmologia, cirurgias e facultar áreas de estágios de especialidade;
- c)- Ser um serviço de referência nacional na área de assistência oftalmológica, considerando sempre como meta a excelência através da avaliação permanente do estado da arte, desenvolver projectos de investigação científica e creditação internacional.
Artigo 3.º (Princípios)
O IONA e os seus colaboradores, no desenvolvimento da sua actuação, regem-se pelos seguintes princípios:
- a)- Humanização na prestação de serviços;
- b)- Ética e deontologia profissional;
- c)- Respeito pelas diferenças;
- d)- Valorização, capacitação e desenvolvimento dos recursos humanos;
- e)- Trabalho em equipa multidisciplinar e multiprofissional;
- f)- Zelo com o património público;
- g)- Comprometimento dos funcionários e parceiros com os valores do Hospital;
- h)- Pontualidade.
Artigo 4.º (Atribuições)
O IONA tem as seguintes atribuições:
- a)- Assegurar permanentemente a assistência médica e medicamentosa em oftalmologia;
- b)- Assegurar a implementação das políticas, programas e planos nacionais na prevenção das doenças oftalmológicas, bem como o seu tratamento especializado;
- c)- Realizar as acções de formação e investigação no domínio da oftalmologia;
- d)- Propor normas de actuação clínica, laboratorial, investigação, pedagógica e laboral no que se refere a prevenção e combate às doenças oftalmológicas e o tratamento das mesmas;
- e)- Colaborar com os organismos nacionais e internacionais que actuam na área da oftalmologia;
- f)- Zelar pelo desenvolvimento dos profissionais e auto-satisfação;
- g)- Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 5.º (Legislação Aplicável)
O Instituto rege-se, entre outros diplomas, pelo presente Estatuto e pela seguinte legislação:
- a)- Lei n.º 21-B/92, de 28 de Agosto, sobre as Bases do Sistema Nacional de Saúde;
- b)- Decreto Legislativo Presidencial n.º 3/13, de 23 de Agosto, que estabelece as Regras de Criação, Estruturação, Organização e Extinção dos Serviços da Administração Central do Estado e demais organismos legalmente equiparados;
- c)- Decreto Legislativo Presidencial n.º 2/13, de 25 de Junho, que estabelece as Regras de Criação, Estruturação e Funcionamento dos Institutos Públicos;
- d)- Decreto Presidencial n.º 260/10, de 19 de Novembro, sobre o Regime Jurídico da Gestão Hospitalar;
- e)- Decreto n.º 41/02, de 9 de Agosto, que transforma algumas Instituições Sanitárias em Institutos Públicos;
- f)- Decreto n.º 54/03, de 5 de Agosto, que define o Regulamento Geral das Unidades Sanitárias do Serviço Nacional de Saúde.
Artigo 6.º (Tutela e Superintendência)
O IONA funciona sob tutela e superintendência do Ministério da Saúde, exercidas de acordo com os artigos 10.º e 11.º do Decreto Presidencial n.º 260/10, de 19 de Novembro.
CAPÍTULO II ORGANIZAÇÃO EM GERAL
Artigo 7.º (Estrutura Orgânica)
A estrutura orgânica do IONA compreende os seguintes órgãos e serviços:
- Órgão Deliberativo: Conselho Directivo.
- Órgãos de Direcção:
- a)- Director-Geral;
- b)- Direcção Clínica;
- c)- Direcção de Enfermagem;
- d)- Direcção Pedagógica e Científica;
- e)- Administração.
- Órgão Consultivo: Conselho Geral.
- Órgão de Fiscalização: Conselho Fiscal.
- Órgãos de Apoio Técnico:
- a)- Conselho Clínico;
- b)- Conselho de Enfermagem;
- c)- Conselho Administrativo;
- d)- Conselho Pedagógico Científico.
- Comissões Especializadas:
- a)- Comissão de Ética e Deontologia;
- b)- Comissão de Controlo de Infecção Hospitalar;
- c)- Comissão de Farmácia e Terapêutica (Padronização de Medicamentos e Gastáveis);
- d)- Comissão de Humanização e Qualidade dos Serviços.
CAPÍTULO III ORGANIZAÇÃO EM ESPECIAL
SECÇÃO I CONSELHO DIRECTIVO
Artigo 8.º (Composição e Funcionamento)
- O Conselho Directivo é o órgão deliberativo composto pelos seguintes membros:
- a)- Director-Geral que, o preside;
- b)- Director Clínico;
- c)- Director de Enfermagem;
- d)- Director Pedagógico e Científico;
- e)- Administrador.
- O Presidente pode convidar a participar nas reuniões do Conselho Directivo quaisquer funcionários do Instituto ou individualidades, cujo parecer entenda necessário.
- O Conselho Directivo reúne-se ordinariamente de 3 (três) em 3 (três) meses e extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 9.º (Competências)
O Conselho Directivo tem as seguintes competências:
- a)- Aprovar o plano estratégico, os planos anuais e os documentos de prestação de contas;
- b)- Aprovar o projecto de orçamento e as fontes de gerência a serem submetidos ao Órgão de Tutela do Instituto;
- c)- Aprovar os regulamentos internos;
- d)- Apreciar previamente os projectos para celebração de contratos-programa internos e externos;
- e)- Abordar todas as questões relacionadas com aspectos estruturais, materiais e humanos que lhe sejam apresentadas pelos diversos órgãos do Instituto ou por outras instâncias;
- f)- Definir as linhas de orientação a que devem obedecer a organização e o funcionamento do Instituto, nas áreas clínicas e não clínicas, propondo a criação de novos serviços, a extinção ou a modificação dos já existentes;
- g)- Definir as regras atinentes à assistência prestada aos doentes, assegurar o funcionamento articulado dos serviços de assistência e garantir a qualidade e a prontidão dos cuidados de saúde prestados pelo Instituto;
- h)- Promover a realização, sob proposta do Director Clínico, da avaliação externa do cumprimento das orientações clínicas relativas à prescrição de medicamentos e meios complementares de diagnóstico e terapêutica, bem como dos protocolos clínicos adequados às patologias mais frequentes, em colaboração com as ordens dos profissionais envolvidas e instituições nacionais e internacionais de índole científica de reconhecido mérito;
- i)- Autorizar a introdução de novos medicamentos e de outros produtos de consumo hospitalar com incidência significativa nos planos assistenciais e económicos;
- j)- Aprovar a criação de comissões especializadas e a indicação dos seus integrantes e responsáveis;
- k)- Velar para que a assistência no Instituto seja desenvolvida dentro das normas éticas que presidem a assistência sanitária;
- l)- Decidir sobre a realização de ensaios clínicos e terapêuticos, ouvida a Comissão de Ética e Deontologia, sem prejuízo das disposições aplicáveis;
- m)- Controlar e dar respostas às queixas e reclamações que sejam formuladas pelos utentes sobre a assistência recebida, bem como determinar medidas sancionatórias no caso dos pagamentos irregulares realizados pelos doentes ao pessoal do Instituto;
- n)- Garantir a execução das políticas referentes aos recursos humanos, designadamente as relativas à sua admissão, nomeação, dispensa, avaliação, regime de trabalho e horário, faltas, formação, segurança e incentivos;
- o)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO II DIRECTOR-GERAL
Artigo 10.º (Definição e Provimento)
- O Director-Geral é uma individualidade de reconhecido mérito, com o grau académico de licenciatura, formação em gestão hospitalar, experiência e capacidade adequadas às suas funções a desempenhar no Instituto.
- O Director-Geral é nomeado em comissão de serviço, por um período de 3 (três) anos renovável, por Despacho do Ministro da Saúde.
- No exercício das suas funções, em caso de ausência ou impedimento, o Director-Geral é substituído pelo Director Clínico.
Artigo 11.º (Competências)
O Director-Geral tem as seguintes competências:
- a)- Representar o Instituto em juízo e fora dele;
- b)- Coordenar e dirigir todas as actividades do Instituto mediante a planificação, controlo e avaliação do seu funcionamento no âmbito dos seus Departamentos, tendo em atenção os serviços que presta;
- c)- Executar as políticas e os programas de saúde do Instituto;
- d)- Elaborar o plano estratégico e os planos anuais do Instituto, incluindo os respectivos orçamentos e submetê-los à aprovação do Conselho Directivo;
- e)- Propor a nomeação e exoneração dos titulares de cargos de direcção e chefia;
- f)- Assinar o contrato de provimento de pessoal;
- g)- Elaborar normas internas que se mostrem necessárias ao funcionamento dos serviços;
- h)- Fazer cumprir as disposições legais e regulamentares aplicáveis;
- i)- Prestar contas sobre o programa de trabalho e o orçamento executado;
- j)- Planificar e garantir a manutenção do Instituto;
- k)- Adoptar medidas para possibilitar a continuidade do funcionamento do Instituto, especialmente nos casos de calamidade, emergência e outras circunstâncias especiais;
- l)- Assinar contratos-programa internos e externos;
- m)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 12.º (Gabinete de Apoio ao Director-Geral)
- O Gabinete de Apoio ao Director-Geral é o órgão de apoio directo e pessoal que assegura a actividade do Director-Geral, no seu relacionamento com os órgãos e serviços internos do Instituto e com outras entidades públicas ou privadas.
- As funções de assessoria jurídica, segurança interna, marketing e cooperação internacional, gestão de informação e documentação estão integradas no Gabinete de Apoio ao Director-Geral, dirigido por um Chefe de Gabinete com a categoria de Chefe de Departamento.
- O Gabinete de Apoio ao Director-Geral é composto por um jurista, um técnico de marketing e cooperação internacional e um técnico de comunicação social.
Artigo 13.º (Gabinete do Utente)
O Gabinete do Utente é o órgão de apoio ao Director-Geral, ao qual compete o seguinte:
- a)- Informar aos utentes os seus direitos e deveres relativos aos serviços de saúde;
- b)- Sensibilizar os profissionais sobre a importância da qualidade dos serviços de saúde prestados ao utente;
- c)- Receber e tramitar as reclamações, sugestões, queixas e outros pronunciamentos sobre o funcionamento e organização dos serviços e sobre o comportamento dos profissionais;
- d)- Redigir as reclamações orais feitas nos termos da alínea anterior, quando o utente não pode ou não saiba fazê-lo;
- e)- Encaminhar ao Director-Geral ou aos respectivos serviços as reclamações e sugestões dos utentes, com vista ao melhoramento da prestação de serviços;
- f)- Efectuar o tratamento estatístico e a avaliação das exposições apresentadas;
- g)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO III DIRECÇÃO CLÍNICA
Artigo 14.º (Definição e Composição)
- A Direcção Clínica é o órgão encarregue de dirigir, coordenar e supervisionar todas as actividades dos Serviços Clínicos e Técnicos.
- A Direcção Clínica é dirigida por um Director, escolhido mediante eleição prévia, dentre médicos especialistas de reconhecida idoneidade moral e cívica, do quadro permanente da carreira médica hospitalar, com a categoria de chefe de serviço ou, se não existir, com a categoria inferior, pertencentes ao Serviço Nacional de Saúde.
- O Director Clínico do Instituto é nomeado, em comissão de serviço, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral, por um período de 3 (três) anos renovável.
- À Direcção Clínica são adstritos os seguintes serviços:
- a)- Serviços Clínicos e Técnicos;
- b)- Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica;
- c)- Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico.
Artigo 15.º (Competências do Director Clínico)
O Director Clínico tem as seguintes competências:
- a)- Dirigir, supervisionar, coordenar e assegurar o funcionamento dos serviços médicos e outros serviços clínicos, propondo ao Director-Geral as medidas necessárias para o melhor funcionamento do Instituto;
- b)- Compatibilizar, do ponto de vista técnico, os planos de acção global do IONA;
- c)- Detectar permanentemente, no rendimento assistencial do Instituto, os eventuais pontos de estrangulamento, tomando ou propondo medidas adequadas para o seu melhor funcionamento;
- d)- Fomentar a ligação, articulação e colaboração entre os serviços de prestação de cuidados clínicos, com vista a ser obtido o máximo aproveitamento dos recursos disponíveis através de uma utilização não compartimentada da capacidade instalada;
- e)- Resolver os conflitos que surjam entre os serviços de acção médica;
- f)- Apreciar o processo de admissão e promoção do pessoal médico e de diagnóstico e terapêutica;
- g)- Promover acções que valorizem o pessoal médico e de diagnóstico e terapêutica;
- h)- Zelar pelo cumprimento dos programas ou normas nacionais sobre as patologias mais frequentes, garantindo o cumprimento dos respectivos protocolos clínicos, incluindo a prescrição de medicamentos e meios complementares de diagnóstico aprovados;
- i)- Coordenar a elaboração dos protocolos clínicos;
- j)- Aprovar medidas sobre o diagnóstico e o tratamento em cada serviço, assegurando a viabilidade, a qualidade e a relação custo-benefício da assistência, sempre que se mostre conveniente e não existam programas ou normas nacionais sobre a matéria;
- k)- Desenvolver a implementação de instrumentos de garantia de qualidade técnica dos cuidados de saúde prestados aos utentes;
- l)- Velar pela observância da ética e deontologia médica e decidir sobre qualquer dúvida ou omissão nessa matéria, enquanto se aguarda o competente pronunciamento da Comissão de Ética e Deontologia;
- m)- Velar pelo desenvolvimento das carreiras médicas e de diagnóstico e terapêutica;
- n)- Aprovar o plano de férias dos médicos e outros profissionais sob o seu pelouro;
- o)- Avaliar e aprovar as escalas de urgência e consultas externas do pessoal do seu pelouro;
- p)- Colaborar com os demais órgãos do Instituto nas actividades de formação e investigação permanente;
- q)- Emitir parecer técnico sobre as acções desenvolvidas nas áreas e em todos os assuntos de interesse comum;
- r)- Coordenar o processo de elaboração do plano de acção anual dos serviços sob sua responsabilidade;
- s)- Elaborar os regulamentos internos dos serviços sob sua responsabilidade;
- t)- Propor ao Director-Geral a criação de comissões especializadas da sua esfera de actuação;
- u)- Presidir o Conselho Clínico e as comissões especializadas que sejam criadas na sua esfera de actuação;
- v)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SUBSECÇÃO I SERVIÇOS DA DIRECÇÃO CLÍNICA
Artigo 16.º (Serviços Clínicos e Técnicos)
- Aos Serviços Clínicos e Técnicos incumbe, com a salvaguarda das competências técnicas e científicas atribuídas a outros serviços, planear e dirigir toda a actividade do respectivo serviço de acção médica, sendo responsável pela correcção e prontidão dos cuidados de saúde a prestar aos doentes, bem como pela utilização e eficiente aproveitamento dos recursos postos à sua disposição.
- Os Serviços Clínicos e Técnicos são dirigidos por médicos especialistas dos correspondentes serviços, com o cargo de Director de Serviço, nomeados por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral e classificam-se em dois grupos:
- a)- Serviços Ambulatórios que compreende:
- I. Oftalmologiai. Pólo Anterior;
- ii. Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo;
- iii. Glaucoma;
- iv. Retina;
- v. Oculoplástica e Oncologia.
- II. Optometriab)- Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica que compreende:
- i. Laboratório de Análises Clínicas;
- ii. Farmácia;
- iii. Imagiologia;
- iv. Central de Esterilização;
- v. Bloco Operatório.
- III. Serviço de Internamento.
- a)- Serviços Ambulatórios que compreende:
- Os Serviços Clínicos e Técnicos têm, em especial, as seguintes competências:
- a)- Elaborar o Regulamento Interno do Instituto;
- b)- Definir a organização da prestação de cuidados de saúde e orientar, a observância das normas emitidas pelas entidades competentes;
- c)- Elaborar o plano anual de actividades e o respectivo orçamento;
- d)- Analisar mensalmente os desvios verificados face à actividade esperada e às verbas orçamentadas, a fim de corrigi-los ou, se necessário, propor medidas correctivas ao Director Clínico;
- e)- Assegurar a produtividade e eficiência dos cuidados de saúde prestados e proceder à sua avaliação sistemática;
- f)- Promover a aplicação dos programas de controlo de qualidade e de produtividade, zelando pela melhoria contínua da qualidade dos cuidados de saúde;
- g)- Garantir a organização e constante actualização dos processos clínicos, designadamente, através da revisão das decisões de admissão e de alta, mantendo um sistema de codificação correcto e atempado das altas clínicas;
- h)- Propor ao Director Clínico a realização de auditorias clínicas;
- i)- Garantir a actualização das técnicas utilizadas, promovendo, por si ou propondo aos órgãos competentes as iniciativas aconselháveis para a valorização, o aperfeiçoamento e a formação profissional do pessoal do Serviço;
- j)- Organizar e supervisionar todas as actividades de formação e investigação;
- k)- Tomar conhecimento e determinar as medidas adequadas em resposta às reclamações apresentadas pelos utentes;
- l)- Assegurar a gestão adequada dos recursos humanos, incluindo a avaliação interna do desempenho global dos profissionais, dentro dos parâmetros estabelecidos;
- m)- Exercer o poder disciplinar sobre todo o pessoal do seu serviço, independentemente do regime de trabalho que o liga ao Instituto;
- n)- Promover a observância das leis, dos regulamentos e das normas aplicáveis, bem como o acompanhamento dos objectivos globais definidos;
- o)- Garantir o registo atempado e correcto da contabilização dos actos clínicos e providenciar a gestão dos bens e equipamentos do serviço;
- p)- Assegurar a gestão adequada e o controlo dos consumos dos produtos mais significativos, nomeadamente medicamentos e material clínico;
- q)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
- O Director dos Serviços Clínicos e Técnicos pode delegar as suas competências, noutros médicos especialistas do serviço, reservando para si o controlo da actividade do mesmo.
Artigo 17.º (Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica)
- Os Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica realizam os processos assistenciais próprios de cada uma das especialidades ou valências.
- Os Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica agrupam o pessoal médico especializado e os respectivos técnicos de diagnóstico e terapêutica, que desenvolvem as suas funções nas respectivas áreas de trabalho.
- Os Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica do Instituto são dirigidos por um médico, nomeado, em comissão de serviço por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral, por um período de 3 (três) anos renovável dentre especialistas do correspondente serviço, o qual exerce o cargo de Director dos Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica.
Artigo 18.º (Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico)
- O Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico é a área encarregue de coordenar o processo de recolha, tratamento e disseminação centralizada da informação relativa a todos os doentes assistidos pelo Instituto.
- O Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico tem as seguintes competências:
- a)- Registar e codificar a entrada do utente no Instituto, seja através dos Serviços de Urgência, das Consultas Externas, do Internamento, de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica ou de qualquer outra área;
- b)- Traçar o percurso do doente no Instituto até à sua saída e realizar a respectiva contabilidade;
- c)- Informar os utentes sobre o funcionamento das diversas áreas do Instituto;
- d)- Orientar os utentes sobre as formas de contacto com as equipas de prestação de cuidados;
- e)- Identificar as mudanças dos indicadores hospitalares, prestando informação atempada ao Conselho Directivo;
- f)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 19.º (Processos Assistenciais)
- Nos Processos Assistenciais intervêm directamente diferentes profissionais de saúde, nomeadamente:
- a)- Médicos;
- b)- Enfermeiros;
- c)- Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica;
- d)- Pessoal de Apoio Hospitalar.
- Os processos assistenciais são da responsabilidade de um médico, assistido pelo pessoal das carreiras mencionadas no número anterior.
SECÇÃO IV DIRECÇÃO DE ENFERMAGEM
Artigo 20.º (Definição e Composição)
- A Direcção de Enfermagem é o órgão encarregue de dirigir, coordenar e supervisionar todas as actividades dos serviços de enfermagem.
- A Direcção de Enfermagem é dirigida por um Director com o nível mínimo académico de bacharel em enfermagem.
- O Director de Enfermagem é nomeado em comissão de serviço por um período de 3 (três) anos renovável, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral.
- No exercício das suas funções, o Director de Enfermagem é coadjuvado por dois supervisores, sendo um responsável pela Área do Internamento e outro para o Ambulatório.
- O Director de Enfermagem é responsável pelas actividades de enfermagem em todos os serviços, nomeadamente:
- a)- Salas de Internamento;
- b)- Serviços de Urgência e Consultas Externas;
- c)- Bloco Operatório e Esterilização;
- d)- Unidades de Cuidados Intensivos;
- e)- Unidades de Cuidados Paliativos;
- f)- Outras áreas de acordo com a Unidade Hospitalar.
Artigo 21.º (Objectivos dos Serviços de Enfermagem)
Os Serviços de Enfermagem prosseguem os seguintes objectivos:
- a)- Prover assistência de enfermagem ao utente, por meio da utilização racional de procedimentos, de normas e rotinas, bem como de tratamento e terapêutico específico de enfermagem, num contexto multiprofissional;
- b)- Assistir o utente, utilizando uma metodologia de trabalho fundamentalmente representada pelos planos globais ou individuais de assistência.
Artigo 22.º (Competências do Director de Enfermagem)
O Director de Enfermagem tem as seguintes competências:
- a)- Dirigir, orientar, supervisionar e coordenar os serviços de enfermagem, velando pela correcção e qualidade técnica e humana dos cuidados prestados;
- b)- Apoiar os enfermeiros responsáveis pelos serviços na elaboração e implementação de planos de trabalho, formação em serviço e de prestação de cuidados de saúde;
- c)- Aprovar as escalas elaboradas pelos enfermeiros-chefes;
- d)- Velar pela observância da ética e deontologia de enfermagem;
- e)- Colaborar na resolução de conflitos, bem como aprovar o plano de férias anual do pessoal sob seu pelouro;
- f)- Colaborar com o Director Pedagógico e Científico nos planos de formação dos enfermeiros;
- g)- Definir padrões e indicadores de avaliação dos cuidados de enfermagem prestados;
- h)- Coordenar a elaboração dos protocolos e rotina de enfermagem;
- i)- Participar no processo de admissão e promoção do pessoal de enfermagem, em conformidade com a legislação em vigor sobre a respectiva carreira;
- j)- Promover a actualização e a valorização profissional do pessoal de enfermagem;
- k)- Colaborar com a direcção do Instituto na elaboração e implementação de planos de acção no domínio da actualização e valorização do pessoal de enfermagem;
- l)- Definir padrões e indicadores de avaliação dos cuidados de enfermagem prestados;
- m)- Presidir o Conselho de Enfermagem;
- n)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 23.º (Enfermeiro Supervisor)
- O Enfermeiro Supervisor é nomeado pelo Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral, dentre enfermeiros com perfil e capacidade requeridos para o cargo.
- Os serviços de enfermagem são supervisionados por enfermeiros responsáveis pelas seguintes áreas:
- a)- Ambulatório;
- b)- Internamento.
- O Enfermeiro Supervisor tem as seguintes competências:
- a)- Colaborar com o Director de Enfermagem na definição dos padrões de assistência de enfermagem para o Instituto;
- b)- Supervisionar os cuidados de enfermagem e coordenar tecnicamente a actividade nas suas respectivas áreas;
- c)- Participar no processo de admissão de enfermeiros e na sua distribuição pelos serviços, tendo em conta as necessidades quantitativas e qualitativas;
- d)- Avaliar os Enfermeiros-Chefes e participar extensivamente na avaliação dos outros enfermeiros;
- e)- Colaborar na preparação de planos de acção e respectivos relatórios das áreas e promover a utilização optimizada dos recursos, com especial relevo para o controlo dos consumos;
- f)- Incrementar métodos de trabalho que favoreçam um melhor desempenho do pessoal de enfermagem e responsabilizar-se pela garantia da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados nas respectivas áreas;
- g)- Cumprir e fazer cumprir o Regulamento Interno de Enfermagem;
- h)- Promover a divulgação da informação com interesse para o pessoal de enfermagem;
- i)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 24.º (Enfermeiro-Chefe)
- Cada Serviço Clínico conta com um Enfermeiro-Chefe, nomeado pelo Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral, dentre enfermeiros de reconhecido mérito, experiência e capacidades adequadas às funções do serviço em causa.
- O Enfermeiro-Chefe tem as seguintes competências:
- a)- Programar as actividades de enfermagem, definindo as obrigações específicas dos enfermeiros, bem como do pessoal de apoio hospitalar sob sua responsabilidade;
- b)- Colaborar na preparação do plano de acção, da proposta do respectivo orçamento e contribuir para a sua execução;
- c)- Promover a utilização racional dos recursos económicos, dando particular atenção ao controlo dos consumos e motivando nesse sentido todo o pessoal da Unidade;
- d)- Propor medidas destinadas a adequar os recursos humanos disponíveis às necessidades, nomeadamente no processo de elaboração de horários e do plano de férias;
- e)- Acompanhar a visita médica, fazendo anotações e interpretar todas as indicações dadas pelo corpo clínico;
- f)- Manter a disciplina do pessoal sob sua orientação e assegurar o cumprimento integral do Regulamento Interno de Enfermagem;
- g)- Distribuir tarefas concretas aos enfermeiros em função do horário de trabalho;
- h)- Propor o nível e o tipo de qualificação exigíveis ao pessoal de enfermagem, em função dos cuidados de enfermagem a prestar;
- i)- Elaborar as escalas de serviço e o plano de férias dos enfermeiros e do pessoal de apoio hospitalar sob sua responsabilidade;
- j)- Manter informado o Enfermeiro Supervisor sobre todos os assuntos relevantes do serviço;
- k)- Elaborar e apresentar os relatórios mensal, trimestral, semestral e anual ao Enfermeiro Supervisor da sua área;
- l)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 25.º (Unidades de Enfermagem)
- As Unidades de Enfermagem são grupos de enfermeiros de todas as categorias, hierarquicamente organizados em cada serviço, assegurando os cuidados de enfermagem, o cumprimento dos tratamentos prescritos e a realização dos exames complementares necessários.
- As Unidades de Enfermagem desenvolvem as suas actividades em todas as áreas assistenciais, proporcionando de forma contínua cuidados de enfermagem aos doentes, sob orientação médica.
- As Unidades de Enfermagem são dirigidas pelo Director de Enfermagem.
SECÇÃO V DIRECÇÃO PEDAGÓGICA E CIENTÍFICA
Artigo 26.º (Definição e Composição)
- A Direcção Pedagógica e Científica é o órgão encarregue de dirigir, coordenar e supervisionar todas as unidades de formação e investigação.
- A Direcção Pedagógica e Científica é dirigida por um Director, escolhido dentre médicos especialistas do serviço nacional de saúde, com idoneidade cívica, moral e profissional reconhecida, de preferência com formação ou experiência na docência ou investigação.
- O Director Pedagógico e Científico é nomeado, em comissão de serviço, por Despacho do Ministro da Saúde sob proposta do Director-Geral, por um período de 3 (três) anos renovável.
- No exercício das suas funções, o Director Pedagógico e Científico é coadjuvado por dois Chefes de Departamento.
Artigo 27.º (Competências do Director Pedagógico e Científico)
O Director Pedagógico e Científico tem as seguintes competências:
- a)- Promover a inserção das actividades de ensino, formação investigação permanente para o pessoal dos diversos níveis, com o objectivo de qualificar a prestação de cuidados de saúde;
- b)- Dirigir o programa de internato médico complementar desenvolvido no Instituto e coordenar as actividades com o Conselho Nacional de Especialização Pós-Graduada em Ciências Médicas e os Colégios de Especialidade da Ordem dos Médicos;
- c)- Integrar os estudantes em formação pré-graduada, de acordo com os protocolos estabelecidos com as instituições de ensino;
- d)- Implementar outras iniciativas de ensino, formação e superação técnica dos quadros do Instituto, propostas pelos Directores Clínico, Enfermagem e pelo Administrador;
- e)- Propor ao Conselho Directivo todas as medidas que julgar necessárias para o desenvolvimento das actividades da sua esfera de actuação;
- f)- Coordenar e homologar os estágios profissionais;
- g)- Representar o Instituto, por delegação do Director-Geral, junto das instituições de ensino ou de investigação na Área das Ciências de Saúde;
- h)- Colaborar com os Directores Clínico, Enfermagem e com o Administrador na elaboração dos planos de formação dos trabalhadores adstritos às respectivas áreas;
- i)- Interagir com os Directores Clínicos, de Enfermagem e com o Administrador na adequação do ensino e aprendizagem aos recursos humanos e meios disponíveis;
- j)- Presidir o Conselho Pedagógico-Científico e às comissões especializadas criadas para a realização de actividades de ensino ou investigação;
- k)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 28.º (Actividade Docente e Investigadora)
- O Instituto, em coordenação com os órgãos competentes, desenvolve 3 (três) tipos de formação:
- a)- Formação básica dos profissionais de saúde ou pré-graduação;
- b)- Formação de pós-graduação especializada dos profissionais de saúde;
- c)- Formação contínua para o pessoal (clínico, técnico, administrativo e de apoio hospitalar).
- Para desenvolver as actividades de formação e investigação, o Instituto pode estabelecer acordos com hospitais, universidades, escolas de enfermagem correspondentes, bem como outras instituições da área de ensino, no País e no estrangeiro em que são definidos o financiamento, o plano e programa de estudos, o currículo de cada formação, o respectivo corpo docente e o mecanismo de certificação.
- A formação especializada dos médicos rege-se pelo Regulamento dos Internatos Complementares.
Artigo 29.º (Organização)
A Direcção Pedagógica e Científica compreende a seguinte estrutura:
- a)- Departamento de Pré e Pós-Graduação;
- b)- Departamento de Formação Permanente e Investigação.
Artigo 30.º (Departamento de Pré e Pós-Graduação)
- O Departamento de Pré e Pós-Graduação tem as seguintes competências:
- a)- Supervisionar as actividades relativas ao estágio dos profissionais de saúde desenvolvidas no Instituto por instituições públicas e privadas de ensino;
- b)- Manter actualizados os processos individuais dos formandos;
- c)- Proporcionar apoio administrativo às actividades de pré e pós-graduação;
- d)- Promover e preparar os aspectos administrativos e logísticos para a realização de eventos científicos em coordenação com o Departamento de Formação e Investigação Permanente;
- e)- Emitir pareceres sobre as actividades do Departamento;
- f)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
- O Departamento de Pré e Pós-Graduação é dirigido por um Chefe de Departamento, escolhido dentre funcionários licenciados, nomeado em comissão de serviço por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral.
- O Departamento de Pré e Pós-Graduação compreende a seguinte estrutura:
- a)- Secção de Pré-Graduação;
- b)- Secção de Pós-Graduacão.
- As secções do Departamento são dirigidas por Chefes de Secção, nomeados em comissão de serviço por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral, com habilitações mínimas a 12.ª Classe.
Artigo 31.º (Departamento de Formação Permanente e Investigação)
O Departamento de Formação Permanente e Investigação tem as seguintes competências:
- a)- Efectuar o levantamento sistemático e elaborar o diagnóstico de necessidades, de modo a responder às exigências de formação dos funcionários;
- b)- Propor a definição, programar e acompanhar as acções de formação e investigação permanente;
- c)- Proporcionar apoio administrativo às actividades do Departamento;
- d)- Promover e preparar do ponto de vista administrativo e logístico os eventos;
- e)- Emitir pareceres sobre as actividades do Departamento;
- f)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
- O Departamento de Formação Permanente e Investigação é dirigido por um Chefe de Departamento, escolhido dentre funcionários licenciados, nomeado em comissão de serviço, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral.
- O Departamento de Formação Permanente e Investigação compreende a seguinte estrutura:
- a)- Secção de Formação Permanente;
- b)- Secção de Investigação.
- As Secções do Departamento são dirigidas por Chefes de Secção, nomeados em comissão de serviço, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral, com habilitações mínimas a 12.ª Classe.
SECÇÃO VI ADMINISTRAÇÃO
Artigo 32.º (Definição e Composição)
- A Administração é o órgão encarregue da gestão administrativa, financeira e de apoio logístico à actividade assistencial do Instituto, desempenhando as respectivas funções nas respectivas dependências administrativas e nas dependências dos Serviços Gerais.
- A Administração é dirigida por um administrador escolhido dentre técnicos nacionais de reconhecida idoneidade moral com a categoria de licenciado e formação na área de gestão, preferencialmente em administração hospitalar.
- O Administrador é nomeado, em comissão de serviço, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral, por um período de 3 (três) anos renovável.
- No exercício das suas funções, o Administrador é coadjuvado por 3 (três) Chefes de Departamentos e um Chefe dos Serviços Gerais.
- À Administração são adstritos os Serviços Administrativos e Gerais que agrupam todo o pessoal que realiza as tarefas de gestão administrativa, financeira e de apoio logístico à actividade assistencial do Instituto.
- Os Serviços Administrativos e Gerais agrupam-se em:
- a)- Departamento de Planeamento e Gestão Financeira;
- b)- Departamento de Recursos Humanos;
- c)- Departamento de Equipamentos, Instalações e Tecnologias de Informação;
- d)- Serviços Gerais.
Artigo 33.º (Competências do Administrador)
O Administrador tem as seguintes competências:
- a)- Dirigir, coordenar e avaliar o funcionamento dos Departamentos e dos Serviços adstritos à Administração e as actividades do pessoal que integram esses serviços;
- b)- Proporcionar a todas as Direcções, Departamentos e Serviços do Instituto o suporte administrativo e técnico específico, bem como os serviços gerais necessários para o cumprimento dos seus objectivos;
- c)- Supervisionar e aprovar os planos anuais dos Departamentos sob seu pelouro;
- d)- Fazer cumprir os horários de trabalho e o plano de férias do pessoal, nos termos da legislação vigente e com a colaboração dos demais Directores;
- e)- Assegurar a planificação do efectivo e a ocupação das vagas no quadro de pessoal;
- f)- Assegurar o pagamento dos salários dos funcionários dentro dos prazos determinados;
- g)- Assegurar a regularidade na cobrança das receitas e no pagamento das despesas do Instituto;
- h)- Apresentar um balanço mensal da tesouraria;
- i)- Encarregar-se da inventariação, manutenção e da conservação do património;
- j)- Elaborar os relatórios financeiros trimestrais e anuais e submetê-los à aprovação do Conselho Directivo com o parecer do Conselho Fiscal e enviá-los ao Ministério das Finanças e ao Órgão de Tutela;
- k)- Colaborar com a Direcção Pedagógica e Científica nas actividades formativas e de especialidade do pessoal sob seu pelouro;
- l)- Supervisionar as actividades da Comissão de Prevenção de Acidentes e Segurança no Trabalho;
- m)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SUBSECÇÃO I SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E GERAIS
Artigo 34.º (Departamento de Planeamento e Gestão Financeira)
- Ao Departamento de Planeamento e Gestão Financeira compete a elaboração das propostas do Plano de Actividades e de Orçamento para cada exercício económico, bem como o controlo e monitorização da respectiva execução, o que se reflecte na organização de um conjunto de dados estatísticos de natureza física e de valor, que possibilitem uma eficiente e eficaz gestão dos recursos financeiros do Instituto.
- O Departamento de Planeamento e Gestão Financeira é dirigido por um Chefe de Departamento, escolhido dentre funcionários com curso superior de gestão financeira, economia ou contabilidade e finanças nomeado em comissão de serviço, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral.
- O Departamento de Planeamento e Gestão Financeira compreende a seguinte estrutura:
- a)- Secção de Planeamento e Execução Financeira;
- b)- Secção de Contabilidade, Custos e Orçamento.
- As Secções do Departamento são dirigidas por Chefes de Secção, nomeados em comissão de serviço por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral, com habilitações mínimas a licenciatura em Planeamento e Gestão Financeira, Contabilidade e Finanças ou Economia.
Artigo 35.º (Departamento de Recursos Humanos)
- Ao Departamento de Recursos Humanos compete a gestão do pessoal no que concerne à sua contratação, remuneração, desenvolvimento, segurança social, higiene e saúde.
- O Departamento de Recursos Humanos é dirigido por um Chefe de Departamento nomeado em comissão de serviço pelo Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral, escolhido dentre funcionários com curso superior de Gestão de Recursos Humanos ou de Administração Pública.
- O Departamento de Recursos Humanos compreende a seguinte estrutura:
- a)- Secção de Administração de Pessoal e Processamento Salarial;
- b)- Secção de Segurança Social, Higiene e Saúde no Trabalho.
- As Secções do Departamento são dirigidas por Chefes de Secção nomeados, em comissão de serviço, por Despacho do Ministro da Saúde sob proposta do Director-Geral, com habilitações mínimas a licenciatura em gestão de recursos humanos ou administração pública.
Artigo 36.º (Departamento de Equipamentos, Instalações e Tecnologias de Informação)
- Ao Departamento de Equipamentos, Instalações e Tecnologias de Informação compete genericamente a organização, o controlo da operacionalidade e a manutenção dos recursos técnicos e materiais do Instituto, incluindo os meios rolantes e as infra-estruturas e equipamentos.
- O Departamento de Equipamentos, Instalações e Tecnologias de Informação garante a imediata prestação de pequenos serviços de oficinas, tais como (carpintaria, serralharia, electricidade e outros).
- Os serviços de manutenção de equipamentos, instalações e de tecnologias de informação podem ser contratados no mercado, mediante concurso público.
- O Departamento de Equipamentos, Instalações e Tecnologias de Informação tem, em especial as seguintes competências:
- a)- Efectuar a manutenção, conservação e reparação dos equipamentos e das instalações;
- b)- Propor a aquisição de novos meios e o respectivo aprovisionamento;
- c)- Efectuar o acompanhamento da execução de novos planos de obras quer sejam melhorias pontuais ou empreitadas de raiz;
- d)- Proceder à inventariação periódica e ao registo manual e/ou informatizado de todos os recursos técnicos e materiais da instituição;
- e)- Organizar o arquivo de todas as plantas relativas às redes técnicas, bem como a documentação contendo as especificações técnicas de todos os meios técnicos e infra-estruturas;
- f)- Proceder a outras acções e medidas conducentes ao bom funcionamento da base técnico-material da Instituição;
- g)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
- O Departamento de Equipamentos, Instalações e Tecnologias de Informação é dirigido por um Chefe de Departamento com curso superior nomeado, em comissão de serviço, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral.
- O Departamento de Equipamentos, Instalações e Tecnologias de Informação compreende a seguinte estrutura:
- a)- Secção de Equipamentos e Electromedicina;
- b)- Secção de Infra-Estruturas e de Tecnologias de Informação.
- As Secções do Departamento são dirigidas por Chefes de Secção com habilitações mínimas a 12.ª Classe, nomeados em comissão de serviço por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral.
Artigo 37.º (Serviços Gerais)
- Os Serviços Gerais consistem nas actividades exercidas quer por funcionários do Instituto ou por entidades prestadoras de serviços susceptíveis de serem contratadas em conformidade com a legislação em vigor.
- Os Serviços Gerais podem ser terceirizados e integram os seguintes serviços:
- a)- Hotelaria;
- b)- Transporte;
- c)- Segurança.
- Os Serviços Gerais são dirigidos por um Chefe dos Serviços Gerais nomeado, em comissão de serviço, por Despacho do Ministro da Saúde, sob proposta do Director-Geral, dentre os funcionários com perfil e competências técnicas exigidas.
Artigo 38.º (Serviço de Hotelaria)
Ao Serviço de Hotelaria incumbe o seguinte:
- a)- Responsabilizar-se pelo serviço de jardinagem, orientando trabalhos de limpeza e manutenção do perímetro do Instituto;
- b)- Coordenar e assegurar a manutenção da higiene e limpeza dos diferentes edifícios, mantendo-os em perfeitas condições de assepsia;
- c)- Fornecer alimentação ao pessoal e doentes do Instituto;
- d)- Abastecer em roupa os diferentes serviços do Instituto, assegurando a sua limpeza e as boas condições de utilização;
- e)- Controlar a gestão de resíduos e organizar os respectivos circuitos internos;
- f)- Controlar os serviços contratados;
- g)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 39.º (Serviço de Transporte)
Ao Serviço de Transporte incumbe o seguinte:
- a)- Recepcionar, estacionar, manter, limpar, controlar e quando indicado, propor o abate do parque automóvel do Instituto, incluindo ambulâncias e outros meios de transporte, bem como controlar os recursos humanos afectos ao Serviço;
- b)- Gerir os horários dos motoristas e a manutenção das viaturas em todas as suas vertentes em articulação com os Serviços de Equipamentos e Instalações;
- c)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 40.º (Serviço de Segurança)
Ao Serviço de Segurança incumbe o seguinte:
- a)- Assegurar a protecção das instalações, dos meios, dos trabalhadores e dos doentes;
- b)- Organizar a circulação rodoviária, estacionamentos e controlo das portarias e acessos no perímetro do Instituto;
- c)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
Artigo 41.º (Secretariado de Apoio)
O Secretariado de Apoio é o serviço interno do Instituto que assegura a actividade dos Órgãos de Direcção, no seu relacionamento com outras entidades públicas ou privadas.
Artigo 42.º (Unidade da Direcção)
Todos os Órgãos de Direcção são solidários e auxiliam o Director-Geral no exercício das suas funções.
Artigo 43.º (Incompatibilidades)
O exercício do cargo de Director-Geral, Director Clínico, Director de Enfermagem, Director Pedagógico e Científico e Administrador é incompatível com o exercício de outras funções, públicas ou privadas, que contrariem as finalidades e os valores que lhe são inerentes, excepto a docência e a investigação.
SECÇÃO VII CONSELHO GERAL
Artigo 44.º (Composição e Funcionamento)
- O Conselho Geral é o órgão consultivo, composto pelos seguintes membros:
- a)- Director-Geral que o preside;
- b)- Representante do Ministério da Saúde;
- c)- Representante do Governo da Província de Luanda;
- d)- Representante da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda;
- e)- Representante de cada grupo profissional (Médico, Técnico Superior de Saúde, Enfermagem, Técnico de Diagnóstico e Terapêutica, Administrativo e Apoio Hospitalar);
- f)- Representante dos Utentes;
- g)- Representante da Liga dos Amigos do Instituto.
- Os membros do Conselho Directivo têm assento no Conselho Geral, sem direito ao voto.
- Os representantes de cada grupo profissional que fazem parte do Conselho Geral são eleitos nos respectivos grupos profissionais, com um mandato de 3 (três) anos.
- O Conselho Geral reúne-se ordinariamente 2 (duas) vezes em cada ano e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 45.º (Competências)
O Conselho Geral tem as seguintes competências:
- a)- Emitir parecer sobre projectos de planos estratégicos e anuais do Instituto, bem como sobre os respectivos relatórios de execução;
- b)- Pronunciar-se sobre as estatísticas do movimento assistencial e outros documentos que permitam acompanhar a actividade global do Instituto;
- c)- Dirigir ao Conselho Directivo as recomendações que julgar convenientes para o melhor funcionamento da Instituição, tendo em conta os recursos disponíveis;
- d)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO VIII CONSELHO FISCAL
Artigo 46.º (Composição e Funcionamento)
- O Conselho Fiscal é o órgão de controlo e fiscalização interna, nomeado pelo Titular do Órgão de Tutela ao qual cabe analisar e emitir parecer de índole económico-financeira e patrimonial sobre a actividade do Instituto.
- O Conselho Fiscal é composto por um Presidente, indicado pelo Ministro das Finanças, e por dois vogais indicados pelo Ministro da Saúde, devendo um deles ser especialista em contabilidade pública.
- O Presidente pode convidar qualquer entidade para participar nas reuniões do Conselho Fiscal.
- O Conselho Fiscal reúne-se ordinariamente de 3 (três) em 3 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 47.º (Competências)
O Conselho Fiscal tem as seguintes competências:
- a)- Emitir, na data legalmente estabelecida, parecer sobre as contas anuais, o relatório de actividades e a proposta do orçamento privativo do Instituto;
- b)- Emitir parecer sobre o cumprimento das normas reguladoras da actividade do Instituto;
- c)- Proceder à verificação regular dos fundos existentes e fiscalizar a escrituração da contabilidade;
- d)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO IX CONSELHO CLÍNICO
Artigo 48.º (Composição e Funcionamento)
- O Conselho Clínico é o órgão de apoio técnico ao Director Clínico que o preside e é constituído pelos seguintes membros:
- a)- Directores dos Serviços Clínicos;
- b)- Chefes dos Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutica;
- c)- Chefe do Serviço de Admissão e Arquivo Médico-Estatístico;
- d)- Director Pedagógico e Científico, quando expressamente convidado em função da agenda de trabalho;
- e)- Director de Enfermagem, quando expressamente convidado em função da agenda de trabalho;
- f)- Administrador, quando expressamente convidado em função da agenda de trabalho.
- O Conselho Clínico reúne-se ordinariamente com uma periodicidade trimestral, por convocatória do seu Presidente e, extraordinariamente sempre que necessário.
Artigo 49.º (Competências)
O Conselho Clínico tem as seguintes competências:
- a)- Avaliar o rendimento clínico e a qualidade dos cuidados prestados e propor a adopção de medidas que julgar convenientes para a sua melhoria;
- b)- Fomentar a cooperação entre os serviços clínicos e os restantes serviços;
- c)- Apreciar o regulamento interno de cada serviço clínico;
- d)- Conhecer os protocolos e normas de diagnóstico e de tratamento dos programas nacionais e promover o seu cumprimento no Instituto;
- e)- Aprovar os protocolos de diagnóstico e de tratamento propostos pelos serviços clínicos;
- f)- Aprovar o plano anual de cada serviço clínico;
- g)- Pronunciar-se sobre o quadro de pessoal dos profissionais de saúde sobre toda a actividade de formação e de pesquisa;
- h)- Apreciar os aspectos do exercício da medicina hospitalar que envolvem princípios de deontologia médica;
- i)- Pronunciar-se sobre as queixas e as reclamações que sejam formuladas sobre a correcção técnica e profissional da assistência;
- j)- Verificar a implementação das normas da carreira médica;
- k)- Aprovar o plano anual e o relatório de balanço submetidos pelo Director Clínico;
- l)- Pronunciar-se sobre a criação e actividades das comissões especializadas;
- m)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO X CONSELHO DE ENFERMAGEM
Artigo 50.º (Composição e Funcionamento)
- O Conselho de Enfermagem é o órgão de apoio técnico ao Director de Enfermagem que o preside e é constituído por:
- a)- Supervisores de Enfermagem;
- b)- Enfermeiros-Chefes dos Serviços e Secções de Enfermagem.
- O Conselho de Enfermagem reúne-se ordinariamente com uma periodicidade mensal e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 51.º (Competências)
O Conselho de Enfermagem tem as seguintes competências:
- a)- Avaliar a qualidade dos cuidados de enfermagem prestados e propor as medidas que julgar convenientes para a sua melhoria;
- b)- Colaborar na realização dos planos de actualização profissional do pessoal de enfermagem;
- c)- Emitir parecer sobre os assuntos submetidos à sua apreciação pelo Director-Geral;
- d)- Emitir parecer, quando consultado, sobre as queixas e reclamações que sejam formuladas sobre a correcção técnica e profissional da assistência de enfermagem prestada aos doentes;
- e)- Verificar a implementação das normas da carreira de enfermagem;
- f)- Pronunciar-se sobre o cumprimento das normas de rotina de enfermagem;
- g)- Aprovar o plano anual e o relatório de balanço submetidos pelo Director de Enfermagem;
- h)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO XI CONSELHO ADMINISTRATIVO
Artigo 52.º (Composição e Funcionamento)
- O Conselho Administrativo é o órgão de apoio técnico ao Administrador que o preside e é constituído por:
- a)- Chefes de Departamentos;
- b)- Responsáveis dos Serviços Adstritos à Administração.
- O Conselho Administrativo reúne-se ordinariamente com uma periodicidade mensal e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
Artigo 53.º (Competências)
O Conselho Administrativo tem as seguintes competências:
- a)- Colaborar na realização dos planos mensais de tarefas e de necessidades de recursos, bem como no balanço da operatividade corrente das estruturas de apoio ao funcionamento do Instituto;
- b)- Assessorar o Administrador em todas as suas acções no âmbito do plano referido na alínea anterior;
- c)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
SECÇÃO XII CONSELHO PEDAGÓGICO E CIENTÍFICO
Artigo 54.º (Composição e Funcionamento)
- O Conselho Pedagógico e Científico é o órgão de apoio técnico ao Director Pedagógico e Científico que o preside e é constituído por:
- a)- Chefes de Departamentos;
- b)- Os Tutores de Formação do Internato Complementar;
- c)- Responsáveis dos Serviços Adstritos às Áreas de Formação e de Investigação;
- d)- Representante dos Internos da Área Médica;
- e)- Representante dos Internos da Área Cirúrgica.
- O Presidente pode convidar para participar nas reuniões do Conselho quaisquer funcionários do Instituto ou individualidades cuja participação entenda necessária.
- O Conselho Pedagógico e Científico reúne-se com uma regularidade trimestral, por convocatória do seu Presidente.
Artigo 55.º (Competências)
O Conselho Pedagógico e Científico tem as seguintes competências:
- a)- Definir as linhas gerais e acompanhar as actividades de formação e investigação científica desenvolvidas no Instituto;
- b)- Emitir parecer sobre os planos de actividades e relatórios de formação;
- c)- Prestar as recomendações que julgar oportunas para o bom funcionamento das actividades formativas e de investigação;
- d)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
CAPÍTULO IV DISPOSIÇÕES FINAIS
Artigo 56.º (Regime Geral)
O pessoal do quadro do Instituto está sujeito ao regime jurídico da função pública, quer ao regime geral de carreiras como dos regimes especiais, sem prejuízo das normas éticas e deontológicas estabelecidas pelas respectivas ordens profissionais.
Artigo 57.º (Quadro de Pessoal e Organigrama)
O quadro de pessoal e o organigrama do Instituto constam dos Anexos I e II(1), respectivamente, ao presente Estatuto dos quais são parte integrante.
Artigo 58.º (Regulamento Interno)
A estrutura interna de cada órgão e serviço que integra o Instituto é definida em Diploma próprio a aprovar pelo Conselho Directivo. 1 Na Publicação não consta a indicação de “Anexo II” antes dos Organigramas nem o título “Direcção Pedagógica e Científica” no respectivo Organigrama. ANEXO I QUADRO DE PESSOAL DO INSTITUTO OFTALMOLÓGICO NACIONAL A QUE SE REFERE O ARTIGO 57.º DO PRESENTE ESTATUTO
I - CARGOS DE DIRECÇÃO E CHEFIA
II - QUADRO DO REGIME GERAL
III - QUADRO DOS REGIMES ESPECIAIS
DIRECÇÃO-GERAL
DIRECÇÃO CLÍNICA
DIRECÇÃO DE ENFERMAGEM
ADMINISTRAÇÃO
O Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
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