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Decreto Presidencial n.º 320/14 de 01 de dezembro

Detalhes
  • Diploma: Decreto Presidencial n.º 320/14 de 01 de dezembro
  • Entidade Legisladora: Presidente da República
  • Publicação: Diário da República Iª Série n.º 213 de 1 de Dezembro de 2014 (Pág. 5136)

Assunto​

Aprova o Estatuto Orgânico do Instituto de Estradas de Angola, abreviadamente designado por «INEA». - Revoga toda a legislação que contrarie o disposto no presente Diploma, nomeadamente o Decreto n.º 92/03, de 10 de Outubro.

Conteúdo do Diploma​

Convindo proceder à adequação do Estatuto Orgânico do Instituto de Estradas de Angola às Regras de Criação, Estruturação e Funcionamento dos Institutos Públicos, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 42.º do Decreto Legislativo Presidencial n.º 2/13, de 25 de Junho;

O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d) do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da Constituição da República de Angola, o seguinte:

Artigo 1.º (Aprovação)​

É aprovado o Estatuto Orgânico do Instituto de Estradas de Angola, abreviadamente designado por «INEA», anexo ao presente Decreto Presidencial e que dele é parte integrante.

Artigo 2.º (Revogação)​

É revogada toda a legislação que contrarie o disposto no presente Diploma, nomeadamente o Decreto n.º 92/03, de 10 de Outubro.

Artigo 3.º (Dúvidas e Omissões)​

As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação do presente Decreto Presidencial são resolvidas pelo Presidente da República.

Artigo 4.º (Entrada em Vigor)​

O presente Diploma entra em vigor na data da sua publicação. -Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos 24 de Setembro de 2014.

  • Publique-se. Luanda, aos 25 de Novembro de 2014. O Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

ESTATUTO ORGÂNICO DO INSTITUTO DE ESTRADAS DE ANGOLA​

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS​

Artigo 1.º (Definição e Natureza Jurídica)​

O Instituto de Estradas de Angola, abreviadamente designado «INEA» é um instituto público do sector económico, dotado de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, que visa assegurar as funções de promoção e coordenação do desenvolvimento de infra-estruturas rodoviárias correspondentes à rede nacional, bem como à sua gestão e em particular à sua conservação e exploração.

Artigo 2.º (Legislação Aplicável)​

O INEA rege-se pelo disposto no presente Estatuto Orgânico, pelas normas legais aplicáveis aos institutos públicos, pelas normas de procedimento e da actividade administrativa.

Artigo 3.º (Sede e Âmbito)​

O INEA tem a sua sede em Luanda e tem serviços provinciais em todo o território nacional.

Artigo 4.º (Superintendência)​

O INEA está sujeito à superintendência do Titular do Poder Executivo, exercida pelo Ministro da Construção.

Artigo 5.º (Atribuições)​

O INEA tem as seguintes atribuições:

  • a)- Assegurar a execução da política de infra-estruturas rodoviárias numa perspectiva integrada de ordenamento do território e do desenvolvimento económico;
  • b)- Definir, em articulação com as entidades interessadas, as normas regulamentares aplicáveis ao sector e os níveis de desempenho da rede rodoviária nacional, bem como propor medidas legislativas ou regulamentares que têm por objecto a gestão da rede rodoviária, tendo em vista o seu melhoramento;
  • c)- Zelar pela qualidade das infra-estruturas concessionadas e assegurar a execução das respectivas obrigações contratuais;
  • d)- Contribuir, no âmbito das suas competências, para a articulação da rede rodoviária nacional prioritária, com a rede nacional complementar aos outros modos de transporte;
  • e)- Promover o desenvolvimento do conhecimento e estudos que contribuam, no âmbito das suas atribuições, para o progresso tecnológico e económico do Sector Rodoviário;
  • f)- Assegurar a conservação e exploração das estradas nacionais;
  • g)- Promover a melhoria contínua das condições de circulação, com segurança e conforto para os utilizadores e salvaguarda de valores patrimoniais e ambientais;
  • h)- Assegurar a protecção das infra-estruturas rodoviárias e a sua funcionalidade, no que se refere à ocupação das zonas envolventes;
  • i)- Cadastrar e manter actualizado o registo e diagnóstico do estado de conservação do património rodoviário nacional, bem como a sua dependência institucional e programas de melhoramento ou ampliação;
  • j)- Promover a comunicação e apoio ao utente na perspectiva da satisfação do serviço público rodoviário nacional;
  • k)- Promover e supervisionar a concepção, do projecto e a construção, bem como a conservação e a exploração da rede de estradas, planeando o investimento necessário e a sua execução através das entidades empresariais privadas, mistas ou públicas em regime de contrato ou parceria nos termos da legislação aplicável;
  • l)- Planear e coordenar o processo de outorga de concessões, administrar a execução dos respectivos contratos e regular as relações entre os agentes, decorrentes do processo de utilização das estradas nacionais;
  • m)- Assegurar o cadastro da rede rodoviária nacional;
  • n)- Realizar todas as actividades necessárias à manutenção da qualidade ou requalificação de estradas e infra-estruturas associadas;
  • o)- Promover a qualidade ambiental e integração paisagística e urbana das estradas, nomeadamente a arborização e limpeza das bermas e o controlo das emissões sonoras e de gases;
  • p)- Promover a segurança rodoviária e a comunicação com o utente, através de sinalização horizontal e vertical adequada;
  • q)- Autorizar a instalação de equipamentos ou infra-estruturas ao longo das estradas, bem como pronunciar-se sobre a ocupação das respectivas zonas de protecção, promovendo o seu ordenamento e propondo a regulamentação da sua utilização;
  • r)- Contribuir, dentro do seu âmbito de actuação, para a definição de prioridades de intervenção e planeamento de investimentos na rede rodoviária, identificando carências e pretensões locais;
  • s)- Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

CAPÍTULO II ORGANIZAÇÃO EM GERAL​

Artigo 6.º (Órgãos e Serviços)​

O INEA compreende os seguintes órgãos e serviços:

  1. Órgãos de Gestão:
    • a)- Conselho Directivo;
    • b)- Director-Geral;
    • c)- Conselho Fiscal.
  2. Serviços de Apoio Agrupados:
    • a)- Departamento de Apoio ao Director-Geral;
    • b)- Departamento de Administração e Serviços Gerais;
    • c)- Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação.
  3. Serviços Executivos:
    • a)- Departamento de Planeamento e Coordenação;
    • b)- Departamento de Construção;
    • c)- Departamento de Conservação;
    • d)- Departamento de Equipamentos;
    • e)- Departamento de Produção.
  4. Serviços Locais: Serviços Provinciais.

CAPÍTULO III ORGANIZAÇÃO EM ESPECIAL​

SECÇÃO I ÓRGÃOS DE GESTÃO​

Artigo 7.º (Conselho Directivo)​

  1. O Conselho Directivo é o órgão colegial encarregue de deliberar sobre os aspectos de gestão permanente do INEA.
  2. O Conselho Directivo é composto pelos seguintes membros:
    • a)- Director-Geral, que o preside;
    • b)- Director Geral-Adjunto;
    • c)- Chefes de Departamento;
  • d)- Dois vogais designados pelo órgão que superintende a actividade do Instituto.
  1. O Presidente pode convidar quaisquer entidades, cujo parecer entenda necessário para a tomada de decisões relativas às matérias a serem tratadas pelo Conselho Directivo.
  2. O Conselho Directivo reúne-se de forma ordinária uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo Director-Geral.
  3. As deliberações do Conselho Directivo são aprovadas por maioria dos seus membros e o Presidente tem voto de qualidade em caso de empate.
  4. O Conselho Directivo tem as seguintes competências:
    • a)- Aprovar os instrumentos de gestão previsional e os documentos de prestação de contas do

INEA;​

  • b)- Proceder ao acompanhamento sistemático da actividade do INEA, determinando a adopção das medidas que se mostrem necessárias para o bom desempenho da organização e execução plena dos instrumentos de gestão previsional;
  • c)- Aprovar o relatório anual de actividades do INEA;
  • d)- Assegurar que as deliberações proferidas pelo Conselho Directivo garantam uma gestão eficaz e racional de todos os recursos do INEA;
  • e)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

Artigo 8.º (Director-Geral)​

  1. O Director-Geral é o órgão singular responsável pela gestão corrente do INEA, nomeado pelo Titular do Órgão que superintende a actividade do Instituto.
  2. O Director Geral tem as seguintes competências:
    • a)- Superintender os serviços do INEA, sob a sua responsabilidade, orientando-os na realização das suas competências;
    • b)- Propor e executar os instrumentos de gestão previsional;
    • c)- Submeter ao Conselho Directivo propostas de Projectos de Investimentos Públicos;
    • d)- Submeter ao órgão que superintende a actividade do Instituto e ao Tribunal de Contas, o relatório e as contas anuais, devidamente instruídos com o parecer do Conselho Fiscal;
    • e)- Exercer os poderes de gestão financeira e patrimonial, no quadro da legislação sobre a matéria, das orientações e das deliberações do Conselho Directivo;
    • f)- Dirigir a execução de actividades do INEA e zelar pelo cumprimento das leis, das orientações de política rodoviária, bem como das deliberações do Conselho Directivo;
    • g)- Exercer o poder disciplinar sobre os funcionários afectos ao INEA;
    • h)- Representar o INEA perante terceiros, em juízo ou fora dele, no âmbito das competências que lhe são legalmente atribuídas para o efeito;
    • i)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. No exercício das suas funções o Director-Geral, é coadjuvado por um Director Geral-Adjunto nomeado pelo Ministro que superintende a actividade do Instituto, que o substitui nos casos de ausência e impedimento.

Artigo 9.º (Conselho Fiscal)​

  1. O Conselho Fiscal é o órgão de controlo e fiscalização interna do INEA, ao qual cabe analisar e emitir parecer sobre todas as matérias de índole financeira e patrimonial relacionada com a actividade do Instituto.
  2. O Conselho Fiscal é composto por 3 (três) membros sendo o Presidente indicado pelo Titular do Sector das Finanças Públicas e por dois vogais indicados pelo Titular do Órgão que superintende a actividade do Instituto, devendo um ser especialista em contabilidade pública.
  3. O Presidente pode convidar quaisquer entidades, cujo parecer entenda necessário para a tomada de decisões relativas às matérias a serem tratadas pelo Conselho Fiscal.
  4. O Conselho Fiscal é nomeado pelo Titular do Órgão que superintende a actividade do Instituto e reúne-se ordinariamente de 3 (três) em 3 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente.
  5. O Conselho Fiscal tem as seguintes competências:
    • a)- Emitir, na data legalmente estabelecida, parecer sobre as contas anuais, o relatório de actividades e a proposta de orçamento do INEA;
    • b)- Emitir parecer sobre o cumprimento das normas reguladoras da actividade do INEA;
    • c)- Proceder à verificação regular dos fundos existentes e fiscalizar a escrituração da contabilidade;
    • d)- Proceder, regularmente, à verificação física dos valores patrimoniais;
    • e)- Efectuar os demais exames e conferências que se tornem necessários ao bom desempenho das suas competências;
    • f)- Acompanhar a execução dos planos de actividade e financeiro, envolvendo a apreciação da conformidade legal, regularidade financeira, bem como da economia, eficiência e eficácia;
    • g)- Comunicar ao Conselho Directivo e às entidades competentes as irregularidades detectadas;
    • h)- Aplicar as instruções emitidas pelos órgãos superiores de controlo da administração pública;
  • i)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.

SECÇÃO II SERVIÇOS DE APOIO AGRUPADOS​

Artigo 10.º (Departamento de Apoio ao Director-Geral)​

  1. O Departamento de Apoio ao Director-Geral é o serviço de apoio encarregue de assegurar a realização de todas as tarefas técnicas e administrativas inerentes à actividade desenvolvida pelo Director-Geral.
  2. O Departamento de Apoio ao Director-Geral tem as seguintes competências:
    • a)- Realizar as actividades correspondentes ao relacionamento e cooperação internacional, bilateral ou multilateral do INEA;
    • b)- Cuidar da imagem pública do INEA, estabelecendo o necessário relacionamento com os órgãos de informação e publicitários;
    • c)- Manter o público informado das realizações do INEA através da publicação de um boletim informativo;
    • d)- Prestar assessoria e aconselhamento ao Director-Geral e aos seus membros, nos domínios jurídico, económico e de engenharia;
    • e)- Assegurar a coordenação das relações entre as estruturas executivas do INEA no âmbito da elaboração dos instrumentos de gestão previsional e sua execução;
    • f)- Dar tratamento as questões jurídicas e de contencioso em que esteja envolvido o INEA;
    • g)- Assegurar o secretariado e a elaboração de actas das reuniões do Conselho Directivo;
    • h)- Tratar do expediente do Conselho Directivo, em articulação com o Departamento de Apoio ao Director-Geral e do Conselho Fiscal;
    • i)- Assegurar os trabalhos de reprodução e publicação de normas, impressos, especificações técnicas e directivas aprovadas;
    • j)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Apoio ao Director-Geral é dirigido por um Chefe de Departamento.

Artigo 11.º (Departamento de Administração e Serviços Gerais)​

  1. O Departamento de Administração e Serviços Gerais é o serviço encarregue de assegurar, orientar e controlar todo o serviço de natureza administrativa, gestão orçamental, finanças, relações públicas, património, transportes e protocolo.
  2. O Departamento de Administração e Serviços Gerais tem as seguintes competências:
    • a)- Assegurar a previsão orçamental e financeira;
    • b)- Elaborar e executar os projectos orçamentais;
    • c)- Elaborar o relatório anual do INEA;
    • d)- Arrecadar o produto das receitas atribuídas ao INEA;
    • e)- Organizar e manter actualizada a contabilidade do INEA;
    • f)- Adquirir, armazenar e distribuir o equipamento e material de escritório, higiene e conforto, necessários às suas actividades;
    • g)- Assegurar a edição e divulgação das publicações do INEA;
    • h)- Realizar as tarefas protocolares do INEA;
    • i)- Organizar o arquivo geral e manter em bom estado de conservação toda a documentação recebida e expedida;
    • j)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Administração e Serviços Gerais é dirigido por um Chefe de Departamento.

Artigo 12.º (Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação)​

  1. O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação é o serviço de apoio encarregue de desenvolver acções conducentes a uma correcta gestão da força de trabalho e salários, particularmente nos domínios do planeamento dos efectivos, recrutamento, selecção, avaliação, provimento, remuneração, mobilidade, promoção e controlo, bem como promover ou realizar estudos de organização e informática conducentes à criação de um sistema de gestão integrado no INEA.
  2. O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação tem as seguintes competências:
    • a)- Desenvolver acções conducentes a uma correcta gestão da força de trabalho e salários, particularmente nos domínios do planeamento dos efectivos, recrutamento, selecção, avaliação, provimento, remuneração, mobilidade, promoção e controlo e em coordenação com os demais serviços do INEA;
    • b)- Proceder ao levantamento anual das necessidades de formação, elaborar o plano de formação do INEA, bem como promover e assegurar a realização das competentes acções de formação necessárias para a superação dos funcionários;
    • c)- Garantir o desenvolvimento e controlar todas as acções de protecção, higiene e segurança no trabalho, assegurando a distribuição e velando pela correcta utilização dos equipamentos de protecção e segurança;
    • d)- Propor e controlar medidas de política social para os funcionários e assegurar a sua aplicabilidade;
    • e)- Assegurar a correcta aplicação das normas remuneratórias e demais legislação laboral vigente;
    • f)- Assegurar o atendimento à todas as necessidades do INEA a nível de sistemas de informação e tecnologias de informação, bem como planear e supervisionar o desenvolvimento de projectos de novos sistemas, a manutenção dos programas e sistemas implantados, com vista o atendimento das áreas usuárias;
    • g)- Estabelecer critérios e normas de segurança (lógica e tecnológica) das instalações, equipamentos e de dados, bem como normas gerais de acesso aos equipamentos e de protecção de arquivos, discos e programas, visando garantir a segurança, continuidade e qualidade dos serviços prestados;
    • h)- Manter o INEA actualizado em relação as tecnologias de informação, manter e melhorar a qualidade dos serviços prestados pela área, bem como optimizar o uso de recursos humanos, técnicos e financeiros;
    • i)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação é dirigido por um Chefe de Departamento.

SECÇÃO III SERVIÇOS EXECUTIVOS​

Artigo 13.º (Departamento de Planeamento e Coordenação)​

  1. O Departamento de Planeamento e Coordenação é o serviço encarregue de planear, promover e coordenar a definição de prioridades de intervenção e investimentos na rede rodoviária.
  2. O Departamento de Planeamento e Coordenação tem as seguintes competências:
    • a)- Planear, promover e coordenar o processo de outorga de concessões e administrar os respectivos contratos;
    • b)- Elaborar os projectos de planos de trabalho do INEA;
    • c)- Promover a recolha, coordenação e interpretação de todos os elementos estatísticos de cadastro e tráfego, incluindo os que resultam da execução dos recenseamentos de tráfego;
    • d)- Elaborar cartas de tráfego necessárias às estratégias do planeamento rodoviário nacional e regional;
    • e)- Centralizar, coordenar e promover os elementos que melhor possam servir para o aperfeiçoamento dos serviços do INEA;
    • f)- Promover a publicação regular de cartas rodoviárias actualizadas;
    • g)- Promover a classificação e o arquivo da documentação técnica ou de interesse para o INEA e assegurar o regular funcionamento de uma biblioteca de predominância técnica;
    • h)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Planeamento e Coordenação é dirigido por um Chefe de Departamento.

Artigo 14.º (Departamento de Construção)​

  1. O Departamento de Construção é o serviço encarregue de promover e supervisionar a concepção, o projecto e a construção da rede de infra-estruturas rodoviárias.
  2. O Departamento de Construção tem as seguintes competências:
    • a)- Promover a elaboração de estudos e projectos necessários à construção, reconstrução e reparação das infra-estruturas rodoviárias e edifícios a cargo do INEA;
    • b)- Promover a execução de todos os trabalhos de construção, reconstrução e grandes reparações das infra-estruturas rodoviárias a cargo do INEA;
    • c)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Construção é dirigido por um Chefe de Departamento.

Artigo 15.º (Departamento de Conservação)​

  1. O Departamento de Conservação é o serviço encarregue de assegurar a conservação e exploração das infra-estruturas rodoviárias integrantes da rede nacional, sob jurisdição do INEA.
  2. O Departamento de Conservação tem as seguintes competências:
    • a)- Promover a melhoria contínua das condições de circulação com segurança e conforto para os utilizadores e salvaguarda dos valores patrimoniais e ambientais;
    • b)- Assegurar a protecção das infra-estruturas rodoviárias e a sua funcionalidade;
    • c)- Explorar e controlar a exploração de batelões, jangadas e estradas de natureza especial;
    • d)- Manter actualizado o registo e diagnóstico do estado de conservação do património rodoviário nacional;
    • e)- Promover a segurança rodoviária e a comunicação ao utente, nomeadamente através de sinalização horizontal e vertical adequada;
    • f)- Outorgar parecer sobre os pedidos de autorização de construção de estradas de acesso, bem como pronunciar-se sobre a ocupação das respectivas zonas de protecção, promovendo o seu ordenamento;
    • g)- Realizar acções de apoio ao utente na estrada e à exploração eficaz da rede rodoviária;
    • h)- Promover a qualidade ambiental e integração paisagística e urbana da estrada, nomeadamente o revestimento vegetal de taludes, a arborização e limpeza das bermas e o controlo dos ruídos e gases;
    • i)- Emitir parecer sobre a circulação de veículos de dimensões ou cargas anormais;
    • j)- Orientar e apoiar a fiscalização das empreitadas a seu cargo;
    • k)- Assegurar, por recurso a empresas do ramo, os meios técnicos necessários à reposição da circulação e segurança rodoviária em caso de necessidade ou emergência;
    • l)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Conservação é dirigido por um Chefe de Departamento.

Artigo 16.º (Departamento de Equipamentos)​

  1. O Departamento de Equipamentos é o serviço encarregue de promover a aquisição de máquinas, equipamento oficinal, viaturas, embarcações, acessórios e peças sobressalentes do INEA e a sua distribuição pelas diversas áreas de trabalho, ou projectos, controlando a sua utilização.
  2. O Departamento de Equipamentos tem as seguintes competências:
    • a)- Estabelecer as normas de manutenção de todo o equipamento e coordenar a sua aplicação;
    • b)- Planear e coordenar todos os trabalhos de grande reparação dos equipamentos do INEA;
    • c)- Definir as normas reguladoras da constituição de stocks de sobressalentes, ferramentas e peças de grande consumo e de controlo da sua utilização;
    • d)- Controlar os custos dos trabalhos de oficina;
    • e)- Controlar os custos de funcionamento dos vários tipos de equipamento e as suas taxas de utilização;
    • f)- Orientar e controlar todo o serviço das oficinas do INEA;
    • g)- Promover a aquisição, armazenamento e distribuição dos meios de abastecimento técnico e material;
    • h)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Equipamentos é dirigido por um Chefe de Departamento.

Artigo 17.º (Departamento de Produção)​

  1. O Departamento de Produção é o serviço encarregue de proceder à gestão e fiscalização do exercício da actividade de exploração das centrais de emulsão e agregados britados em todo o território nacional, zelando para que o aproveitamento dos recursos sejam realizados de forma racional, controlada e sustentável, resultando em benefício para toda a sociedade.
  2. O Departamento de Produção tem as seguintes competências:
    • a)- Promover, em caso de necessidade, concursos públicos para a gestão e prestação de serviços de assistência técnica e manutenção as centrais de emulsão e britagem;
    • b)- Proceder à comercialização dos produtos e gizar uma estratégia de marketing de forma a fazer valer a preferência dos produtos em termos de qualidade e preço;
    • c)- Planificar e dimensionar a previsão da demanda da produção de emulsões e agregados britados e a gestão dos recursos materiais e humanos necessários a nível do País;
    • d)- Adquirir os materiais e insumos necessários para manter a capacidade de produção de emulsão e agregados britados de todos os centros de produção;
    • e)- Adoptar uma estratégia de produção com vista a baixar os preços de emulsão e agregados britados contribuindo para a expansão da reabilitação e construção de estradas;
    • f)- Operacionalizar os planos de produção a curto, médio e longo-prazo de formas a garantir a continuidade de produtos em stock permanente;
    • g)- Controlar as despesas gerais do departamento (energia eléctrica, custos de manutenção, insumos etc.), visando contribuir para a redução de custos nesses itens;
    • h)- Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Produção é dirigido por um Chefe de Departamento.

SECÇÃO IV SERVIÇOS LOCAIS​

Artigo 18.º (Serviços Provinciais)​

  1. Os Serviços Locais do INEA são unidades administrativas dotadas de autonomia administrativa.
  2. Os Serviços Locais do INEA a nível de cada província compreendem um Departamento, estruturado internamente por duas Secções e uma Brigada, nomeadamente:
    • a)- Secção Administrativa;
    • b)- Secção de Acompanhamento de Obras;
    • c)- Brigada de Construção e Manutenção.
  3. Os Serviços Locais do INEA são dirigidos por Chefes de Serviço Provincial, equiparado a Chefes de Departamento.

CAPÍTULO IV GESTÃO FINANCEIRA E PATRIMONIAL​

Artigo 19.º (Património)​

O INEA dispõe de património próprio constituído pelos bens, direitos e obrigações de conteúdo económico que pertenciam à extinta Junta Autónoma de Estradas de Angola - JAEA, bem como pelos bens, direitos e obrigações de conteúdo económico que adquiriu ou que lhe são afectos.

Artigo 20.º (Receitas)​

O INEA para além das dotações previstas no Orçamento Geral do Estado, dispõe de receitas provenientes de:

  • a)- Venda de serviços a outras entidades públicas ou privadas;
  • b)- Receita obtida transversalmente dos Contratos de Concessões;
  • c)- Doações e contribuições voluntárias que receba da iniciativa privada nacional ou estrangeira;
  • d)- Rendimentos provenientes da gestão do seu património mobiliário, bem como dos bens do domínio público ou privado do Estado confiados à sua administração;
  • e)- Quaisquer receitas que por lei, contrato ou outro título lhe sejam atribuídas.

Artigo 21.º (Despesas)​

Constituem despesas do INEA as que resultam de encargos decorrentes da prossecução das respectivas atribuições.

CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES FINAIS​

Artigo 22.º (Regime Jurídico do Pessoal)​

O pessoal do INEA fica sujeito ao Regime Jurídico da Função Pública e a contratação por tempo determinado nos termos da Lei Geral do Trabalho para satisfação das necessidades de duração temporária.

Artigo 23.º (Quadro de Pessoal e Organigrama)​

O quadro de pessoal e o organigrama do INEA são os constantes dos Anexos I, II e III do presente Estatuto, do qual são partes integrantes.

Artigo 24.º (Regulamento Interno)​

O INEA deve elaborar os regulamentos internos necessários para o correcto funcionamento dos seus órgãos e serviços e propor à aprovação do Titular do Órgão que superintende a actividade do Instituto.

ANEXO I​

QUADRO DE PESSOAL DO SERVIÇO CENTRAL DO INEA A QUE SE REFERE O ARTIGO 23.º

ANEXO II​

QUADRO DE PESSOAL DOS SERVIÇOS PROVINCIAIS DO INEA A QUE SE REFERE O ARTIGO 23.º

ANEXO III​

ORGANIGRAMA A QUE SE REFERE O ARTIGO 23.ºO Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

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