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Decreto Presidencial n.º 90/18 de 09 de abril

Detalhes
  • Diploma: Decreto Presidencial n.º 90/18 de 09 de abril
  • Entidade Legisladora: Presidente da República
  • Publicação: Diário da República Iª Série n.º 45 de 9 de Abril de 2018 (Pág. 1821)

Assunto​

Cria o Instituto Nacional de Obras Públicas e aprova o seu Estatuto Orgânico. - Revoga toda a legislação que contrarie o disposto no presente Diploma, nomeadamente, o Decreto n.º 63-A/91, de 25 de Outubro.

Conteúdo do Diploma​

Havendo necessidade da criação do Instituto Nacional de Obras Públicas, de forma a normalizar e regulamentar as técnicas, supervisionar a qualidade e critérios dos projectos, as técnicas de execução das obras de construção civil, bem como ocupar-se da concepção e elaboração dos projectos e fiscalização de obras da Administração Pública; Considerando que o Decreto Presidencial n.º 258/17, de 27 de Outubro, que aprova o Plano Intercalar, recomenda a transformação da Empresa Nacional de Elaboração de Projectos em Instituto Nacional de Obras Públicas;

O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d) do artigo 120.º e do n.º 3 do artigo 125.º, ambos da Constituição da República de Angola, o seguinte:

Artigo 1.º (Criação)​

É criado o Instituto Nacional de Obras Públicas.

Artigo 2.º (Aprovação)​

É aprovado o Estatuto Orgânico do Instituto Nacional de Obras Públicas, anexo ao presente Decreto Presidencial e que dele é parte integrante.

Artigo 3.º (Revogação)​

É revogada toda a legislação que contrarie o disposto no presente Diploma, nomeadamente o Decreto n.º 63-A/91, de 25 de Outubro.

Artigo 4.º (Transferência de Pessoal e Património)​

Os recursos humanos e o património afectos à extinta Empresa Nacional de Elaboração de Projectos transitam automaticamente e sem qualquer formalismo para o Instituto Nacional de Obras Públicas.

Artigo 5.º (Dúvidas e Omissões)​

As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação do presente Decreto Presidencial são resolvidas pelo Presidente da República.

Artigo 6.º (Entrada em Vigor)​

O presente Diploma entra em vigor na data da sua publicação.

-Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos 28 de Fevereiro de 2018.

  • Publique-se. Luanda, aos 21 de Março de 2018. O Presidente da República, JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO.

ESTATUTO ORGÂNICO DO INSTITUTO NACIONAL DE OBRAS PÚBLICAS​

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS​

Artigo 1.º (Objecto)​

O Instituto Nacional de Obras Públicas, abreviadamente designado por INOP, é o órgão vocacionado para normalizar, regulamentar e supervisionar a qualidade e critérios de elaboração dos projectos, técnicas de execução das obras de construção civil, bem como ocupar-se da concepção e elaboração dos projectos e fiscalização das obras da Administração Pública.

Artigo 2.º (Natureza Jurídica)​

O Instituto Nacional de Obras Públicas é uma pessoa colectiva pública do Sector Administrativo, dotado de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial.

Artigo 3.º (Legislação Aplicável)​

O Instituto Nacional de Obras Públicas rege-se pelas disposições do presente Estatuto e pelas normas legais aplicáveis aos Institutos Públicos.

Artigo 4.º (Âmbito e Sede)​

O Instituto Nacional de Obras Públicas é um instituto público de âmbito nacional, com sede em Luanda.

Artigo 5.º (Superintendência)​

O Instituto Nacional de Obras Públicas está sujeito à superintendência do Titular do Poder Executivo, exercida pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas.

Artigo 6.º (Atribuições)​

O Instituto Nacional de Obras Públicas tem as seguintes atribuições:

  • a)- Elaborar ou promover a elaboração de normas e regulamentos necessários às actividades de estudos, projectos e construção, bem como referentes ao desempenho, segurança, conforto e durabilidade das obras;
  • b)- Promover estudos conducentes à regulamentação de preços dos serviços para consultores, projectistas, fiscalização e empreitadas;
  • c)- Propor e justificar a adopção das normas e regulamentos técnicos;
  • d)- Definir em articulação com outras entidades públicas afins, as normas regulamentares aplicáveis ao Sector, garantindo a coerência e a actualidade do acervo normativo nacional;
  • e)- Elaborar ou promover, de forma coordenada, estudos e projectos de edifícios públicos, monumentos e equipamentos sociais;
  • f)- Elaborar a documentação técnica necessária para os processos de concurso das obras públicas em coordenação com as entidades promotoras e em articulação com as entidades responsáveis pela gestão dos concursos;
  • g)- Definir os procedimentos e requisitos para a elaboração de estudos, projectos e cadernos de encargos;
  • h)- Colaborar na análise técnica de propostas dos concursos, sempre que solicitado;
  • i)- Participar na avaliação ou emitir pareceres sobre estudos e projectos elaborados por outras entidades públicas ou privadas, nos domínios da engenharia e construção, sempre que solicitado;
  • j)- Compilar e fornecer a informação técnica das obras públicas ao organismo responsável pela organização e actualização dos ficheiros técnicos e cadastro dos edifícios públicos, monumentos e equipamentos sociais;
  • k)- Assegurar a fiscalização da construção de edifícios-públicos, monumentos e equipamentos sociais;
  • l)- Prestar consultoria e assistência técnica especializada de apoio à execução e fiscalização de obras públicas;
  • m)- Estabelecer protocolos e outras formas de colaboração com entidades que promovam a realização de estudos e projectos, conducentes ao progresso técnico e tecnológico da construção;
  • n)- Participar nos trabalhos de normalização e análise de estudos e projectos, desenvolvidos no âmbito das comissões técnicas multidisciplinares;
  • o)- Promover acções de formação de técnicos nos domínios dos projectos, fiscalização e construção em colaboração com entidades especializadas.

CAPÍTULO II ORGANIZAÇÃO EM GERAL​

Artigo 7.º (Órgãos e Serviços)​

O Instituto Nacional de Obras Públicas compreende os seguintes Órgãos e Serviços:

  1. Órgãos de Gestão:
    • a)- Conselho Directivo;
    • b)- Director-Geral;
    • c)- Conselho Fiscal.
  2. Serviços de Apoio Agrupados:
    • a)- Departamento de Apoio ao Director-Geral;
    • b)- Departamento de Administração e Serviços Gerais;
    • c)- Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação.
  3. Serviços Executivos:
    • a)- Departamento de Estudos e Projectos;
    • b)- Departamento de Regulamentação Técnica;
    • c)- Departamento de Fiscalização de Obras.
  4. Serviços Provinciais: Serviços Locais.

CAPÍTULO III ORGANIZAÇÃO EM ESPECIAL​

SECÇÃO I ÓRGÃOS DE GESTÃO​

Artigo 8.º (Conselho Directivo)​

  1. O Conselho Directivo é o órgão colegial que delibera sobre aspectos da gestão permanente do Instituto Nacional de Obras Públicas.
  2. O Conselho Directivo é convocado e dirigido pelo Director-Geral, e tem a seguinte composição:
    • a)- Director-Geral;
    • b)- Director-Geral Adjunto;
    • c)- Chefes de Departamento;
    • d)- Dois vogais designados pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas.
  3. O Conselho Directivo tem as seguintes competências:
    • a)- Aprovar os instrumentos de gestão previsional e os documentos de prestação de contas;
    • b)- Aprovar a organização técnica e administrativa, bem como os regulamentos internos;
    • c)- Aprovar os relatórios de actividades e os respeitantes aos planos de trabalho;
    • d)- Promover o abate e alienação dos bens patrimoniais do INOP;
    • e)- Proceder ao ajustamento das actividades do INOP.
  4. O Conselho Directivo reúne uma vez por mês e a título extraordinário sempre que convocado pelo Director-Geral.
  5. As deliberações do Conselho Directivo são aprovadas por maioria e o Presidente tem voto de qualidade em caso de empate.

Artigo 9.º (Director-Geral)​

  1. O Director-Geral é o órgão singular de gestão do INOP, nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas.
  2. O Director-Geral tem as seguintes competências:
    • a)- Representar o INOP em juízo e fora dele;
    • b)- Dirigir, orientar e coordenar todas as actividades do INOP;
    • c)- Propor os instrumentos de gestão previsional e os regulamentos internos que se mostrarem necessários ao funcionamento dos serviços do INOP;
    • d)- Assegurar a gestão financeira e patrimonial do INOP;
    • e)- Remeter os instrumentos de gestão ao Órgão de Superintendência e às instituições de controlo interno e externo, nos termos da lei, após parecer do Conselho Fiscal;
    • f)- Propor a nomeação dos Chefes de Departamento;
    • g)- Admitir o pessoal e nomear os demais responsáveis do INOP;
    • h)- Exercer o poder disciplinar relativamente à força de trabalho do INOP;
    • i)- Promover o intercâmbio com outros organismos;
    • j)- Propor ao Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas a criação de representações provinciais do INOP;
    • k)- Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Director-Geral é coadjuvado por um Director-Geral Adjunto nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas, que o substituirá nos casos de ausência e impedimentos.

Artigo 10.º (Conselho Fiscal)​

  1. O Conselho Fiscal é o órgão de controlo e fiscalização interna do INOP, ao qual cabe analisar e emitir parecer sobre todas as matérias de índole financeira e patrimonial tem a seguinte composição:
    • a)- Um Presidente;
    • b)- Dois Vogais.
  2. O Conselho Fiscal tem as seguintes competências:
    • a)- Analisar e emitir parecer sobre o relatório de actividades e contas do INOP;
    • b)- Analisar e emitir parecer sobre o projecto de orçamento anual e plurianual do INOP;
    • c)- Emitir parecer sobre o cumprimento das normas reguladoras da actividade do INOP;
    • d)- Proceder à verificação regular dos fundos existentes e fiscalizar a escrituração da contabilidade.
  3. O Presidente do Conselho Fiscal é indicado pelo Ministro das Finanças e os Vogais são indicados pelo Ministro da Construção e Obras Públicas, devendo um deles ser especialista em contabilidade pública.
  4. O Conselho Fiscal é nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas, reúne-se trimestralmente e a título extraordinário sempre que convocado pelo Presidente.

SECÇÃO II SERVIÇOS DE APOIO AGRUPADOS​

Artigo 11.º (Departamento de Apoio ao Director-Geral)​

  1. O Departamento de Apoio ao Director-Geral é o serviço encarregue das funções de apoio nas áreas de secretariado de direcção, assessoria jurídica, intercâmbio, documentação e informação do INOP.
  2. O Departamento de Apoio ao Director-Geral tem as seguintes competências:
    • a)- Assegurar a realização de todas as tarefas técnicas e administrativas inerentes à actividade desenvolvida pelo Director-Geral;
    • b)- Prestar assessoria e acompanhamento ao Director-Geral nos domínios jurídico, económico e técnico;
    • c)- Cuidar das questões jurídicas e de contencioso em que esteja envolvido o INOP;
    • d)- Realizar a coordenação das relações entre as estruturas executivas do INOP, no âmbito da elaboração dos instrumentos de gestão previsional e sua execução;
    • e)- Divulgar a legislação aplicável ao Sector da Construção junto das empresas e empresários do Sector, entidades públicas e privadas;
    • f)- Realizar as actividades correspondentes ao relacionamento e cooperação internacional;
    • g)- Realizar as tarefas protocolares do INOP;
    • h)- Cuidar da imagem pública do INOP, estabelecendo o necessário relacionamento com os órgãos de informação e publicitários;
    • i)- Manter o público informado sobre as realizações do INOP através do Boletim Informativo do Departamento Ministerial que superintende a Construção e Obras Públicas, e de outros meios de comunicação existentes no País;
    • j)- Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Apoio ao Director-Geral é dirigido por um Chefe de Departamento, nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas.

Artigo 12.º (Departamento de Administração e Serviços Gerais)​

  1. O Departamento de Administração e Serviços Gerais é o serviço encarregue das funções de gestão orçamental, finanças, património, transporte, relações públicas e protocolo do INOP.
  2. O Departamento de Administração e Serviços Gerais tem as seguintes competências:
    • a)- Orientar, controlar e executar as actividades de planificação e estatística do INOP;
    • b)- Movimentar todos os documentos recebidos e expedidos pelo INOP;
    • c)- Organizar e manter o Arquivo Central;
    • d)- Promover a difusão relativa a actividade geral do INOP;
    • e)- Elaborar o orçamento, os planos de actividade financeira, anuais e plurianuais, de acordo com as deliberações do Conselho Directivo;
    • f)- Elaborar as contas e balanços dos exercícios;
    • g)- Processar e controlar a arrecadação de receitas e a realização de despesas, em conformidade com o orçamento aprovado;
    • h)- Organizar e manter actual a contabilidade orçamental e património;
    • i)- Efectuar pagamentos e levantamentos de fundos, devidamente autorizados;
    • j)- Preparar e conduzir as operações financeiras do INOP;
    • k)- Informar todos os assuntos relativos ao património;
    • l)- Propor as aquisições de bens patrimoniais necessários ao funcionamento do INOP;
    • m)- Inventariar os bens patrimoniais, meios móveis e imóveis;
    • n)- Propor o abate dos bens patrimoniais considerados incapazes;
    • o)- Gerir as instalações e o parque automóvel do INOP;
    • p)- Executar ou promover a execução de trabalhos de manutenção, reparação dos edifícios, instalações, viaturas, equipamento técnico, móveis e demais;
    • q)- Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Administração e Serviços Gerais é dirigido por um Chefe de Departamento, nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas.

Artigo 13.º (Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação)​

  1. O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informatização é o serviço encarregue das funções de gestão do pessoal, modernização e inovação dos serviços do INOP.
  2. O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação tem as seguintes competências:
    • a)- Assegurar os processos de recrutamento e selecção do pessoal do Instituto, e executar as acções referentes ao provimento, transferência, promoção, tempo de serviço, licenças, faltas, reforma, disciplina e exoneração;
    • b)- Organizar, classificar e manter permanentemente actualizado o cadastro do pessoal;
    • c)- Proceder ao controlo de assiduidade e pontualidade e efectuar todo o expediente relativo a assiduidade e férias do pessoal;
    • d)- Processar as retribuições devidas ao pessoal;
    • e)- Promover o estudo dos problemas de pessoal e orientar as acções destinadas a sua integração;
    • f)- Colaborar, incentivar e apoiar a aplicação dos instrumentos adequados a avaliação do desempenho das funções do pessoal;
    • g)- Elaborar plano de formação e aperfeiçoamento profissional do pessoal e organizar e avaliar as acções de sua responsabilidade;
    • h)- Definir e assegurar as condições que permitam estabelecer uma correcta ligação funcional entre todos os serviços utilizadores do equipamento informático;
    • i)- Elaborar estudos sobre as características técnicas do equipamento informático e suportes lógicos a utilizar e avaliar, do ponto de vista técnico/económico, os projectos de informática;
    • j)- Apoiar tecnicamente a elaboração de cadernos de encargos, selecção, aquisição, contratação e instalação de equipamentos de informática ou de suporte lógicos;
    • k)- Desenvolver, coordenar e controlar o planeamento da actividade de processamento de dados;
    • l)- Proceder à transcrição de dados para suporte adequado ao processo informático, colaborando nas operações destinadas a garantir a qualidade dos mesmos;
    • m)- Elaborar manuais de operação, e assegurar a sua correcta aplicação e utilização;
    • n)- Organizar bibliotecas de operação de bandas e discos e zelar pela sua manutenção;
    • o)- Optimizar a utilização do equipamento, tendo em atenção os recursos «hardware» e «software» disponíveis;
    • p)- Colaborar nas acções de selecção e formação do pessoal de informática;
    • q)- Garantir a segurança e privacidade da informação a sua guarda;
    • r)- Produzir estatísticas actualizadas sobre a ocupação e rendimento do equipamento informático;
    • s)- Fazer gestão e manutenção dos recursos informáticos;
    • t)- Implementar e manter as bases de dados referentes ao cadastro das empresas e a verificação dos requisitos que atestam a capacidade para manter o exercício da actividade;
    • u)- Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Recursos Humanos e das Tecnologias de Informação é dirigido por um Chefe de Departamento, nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas.

SECÇÃO III SERVIÇOS EXECUTIVOS​

Artigo 14.º (Departamento de Estudos e Projectos)​

  1. O Departamento de Estudos e Projectos é o serviço executivo do INOP, encarregue de conceber, elaborar os projectos das infra-estruturas públicas e equipamentos sociais do Estado, e definir os programas das obras públicas em articulação com diversos organismos do Estado.
  2. O Departamento de Estudos e Projectos tem as seguintes competências:
    • a)- Contribuir no âmbito da sua actuação para a definição de prioridade de intervenção e planeamento de investimento, identificando carências locais;
    • b)- Elaborar os programas de projectos de acordo com os planos de acção propostos;
    • c)- Promover a concepção, a elaboração e supervisão dos projectos das infra-estruturas públicas, edificações e equipamentos sociais do Estado;
    • d)- Analisar e emitir pareceres fundamentados de projectos elaborados por entidades públicas ou privadas;
    • e)- Definir os programas base das obras públicas em articulação com os diversos organismos do Estado;
    • f)- Propor acções de formação de técnicos especializados nos domínios do projecto e construção e assegurar a actualização profissional dos seus quadros;
    • g)- Assegurar o apetrechamento do Departamento com meios técnicos necessários e suficientes a nível dos programas de cálculo automático e de desenho assistido;
    • h)- Colaborar na elaboração de normas de projectos;
    • i)- Fomentar a divulgação e aplicação de novos métodos e técnicas de projectos acompanhando a evolução tecnológica;
    • j)- Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Estudos e Projectos é dirigido por um Chefe de Departamento, nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas.

Artigo 15.º (Departamento de Regulamentação Técnica)​

  1. O Departamento de Regulamentação Técnica é o serviço executivo do INOP, encarregue da preparação das normas e regulamentos a aplicar nos estudos, projectos e construção e fiscalização das obras.
  2. O Departamento de Regulamentação Técnica tem as seguintes competências:
    • a)- Propor medidas de política relativas ao sistema de qualidade conducentes à qualificação, normalização e regulamentação das técnicas de engenharia, construção civil e obras públicas;
    • b)- Elaborar normas e regulamentos técnicos para projectos de engenharia e de construção e obras públicas;
    • c)- Estudar e propor medidas de regulamentação de preços para o cálculo de honorários de serviços de consultoria, projectos e fiscalização de obras;
    • d)- Desenvolver estudos e propor preços unitários de trabalhos de construção e estabelecer o respectivo banco de dados, tendo em conta a especificidade de cada província ou região;
    • e)- Propor a adopção de normas e regulamentos técnicos de outros países;
    • f)- Preparar a regulamentação sobre a aplicação de normas e regulamentos, especificações e cadernos de encargos;
    • g)- Propor a aprovação de normas ou regulamentos de aplicação obrigatória no Sector da Construção e das obras públicas, para serem legislados;
    • h)- Participar nas acções de normalização coordenadas pelas comissões técnicas sectoriais em articulação com as instituições que tratam da normalização e qualidade;
    • i)- Velar pelo registo, divulgação e arquivo da documentação técnica produzida;
    • j)- Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Normalização é dirigido por um Chefe de Departamento, nomeado peio Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas.

Artigo 16.º (Departamento de Fiscalização de Obras)​

  1. O Departamento de Fiscalização de Obras é o serviço executivo do INOP, encarregue de supervisionar e fiscalizar a construção das obras públicas, bem como assegurar o cadastro do estado de conservação do património do Estado e dos edifícios particulares.
  2. O Departamento de Fiscalização de Obras tem as seguintes competências:
    • a)- Supervisionar e fiscalizar a construção das obras da Administração Pública, de acordo com o planeado pelo Departamento Ministerial que superintende a Construção e Obras Públicas;
    • b)- Dar apoio técnico de engenharia aos promotores de obras públicas, nos domínios da assistência técnica aos projectos e fiscalização das obras;
    • c)- Assegurar o cadastro dos edifícios de património do Estado e particulares em coordenação com as autoridades provinciais e municipais;
    • d)- Classificar os edifícios de património do Estado e particulares de acordo com o seu estado de conservação;
    • e)- Propor a intervenção ou interdição dos edifícios de património do Estado e particulares, de acordo com os perigos que os mesmos representam;
    • f)- Manter actualizado o sistema de informação necessário ao registo dos empreendimentos supervisionados ou fiscalizados;
    • g)- Colaborar com outras entidade ou serviços públicos em domínios que se relacionem com sua actividade;
    • h)- Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
  3. O Departamento de Fiscalização de Obras é dirigido por um Chefe de Departamento, nomeado pelo Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas.

SECÇÃO IV SERVIÇOS PROVINCIAIS​

Artigo 17.º (Serviços Locais)​

  1. Sempre que se justifique, podem ser criados serviços locais do INOP, por Decreto Executivo Conjunto dos Ministros da Construção e Obras Públicas e da Administração do Território e Reforma do Estado.
  2. A estrutura dos serviços locais do INOP obedece ao disposto no artigo 27.º do Decreto Legislativo Presidencial n.º 2/13, de 25 de Junho.

CAPÍTULO IV GESTÃO FINANCEIRA E PATRIMONIAL​

Artigo 18.º (Património)​

  1. O INOP dispõe de património próprio constituído pela universalidade de bens, direitos e obrigações.
  2. O INOP pode ter sob sua administração bens do património do Estado que sejam afectados por lei ou por Despacho dos Ministros da Construção e Obras Públicas e das Finanças, para o exercício das suas funções.

Artigo 19.º (Receitas)​

Para além das dotações previstas no Orçamento Geral do Estado para suportar as actividades de pesquisa científica, estudos e trabalhos técnicos de normalização e regulamentação da actividade de engenharia e construção no País, o INOP pode ter receitas próprias provenientes de:

  • a)- Taxas cobradas em conformidade com a legislação que regula a actividade do Sector;
  • b)- Venda de bens e serviços a outras entidades públicas e privadas;
  • c)- Doações e contribuições voluntárias que receba da iniciativa privada nacional ou estrangeira;
  • d)- Rendimentos provenientes da gestão do seu património, bem como dos bens do domínio público ou privado do Estado confiados à sua administração;
  • e)- Quaisquer receitas que por lei, contrato ou outro título lhe sejam atribuídas.

Artigo 20.º (Despesas)​

Constituem despesas do INOP as que resultam de encargos decorrentes da prossecução das suas atribuições.

CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS​

Artigo 21.º (Quadro de Pessoal e Organigrama)​

  1. O quadro de pessoal e o organigrama do INOP constam dos Anexos I, II e III ao presente Estatuto, de que são parte integrante.
  2. O pessoal do INOP está sujeito ao regime jurídico da função pública e nos termos da legislação laboral.

Artigo 22.º (Remuneração Suplementar)​

O pessoal do INOP poderá beneficiar de uma remuneração suplementar, através de receitas próprias, nos termos do artigo 38.º do Decreto Legislativo Presidencial n.º 2/13, de 25 de Junho e demais legislação aplicável.

Artigo 23.º (Regulamento Interno)​

O INOP deve elaborar no prazo de 90 (noventa) dias, o regulamento interno para o correcto funcionamento dos seus órgãos e serviços e propor à aprovação do Titular do Departamento Ministerial responsável pelo Sector da Construção e Obras Públicas.

ANEXO I​

Quadro de Pessoal a que se refere o artigo 21.º

ANEXO II​

Quadro de Pessoal dos Serviços Provinciais do INOP

ANEXO III​

Organigrama a que se refere o artigo 21.º do Estatuto que antecedeO Presidente da República, JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO.

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