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Decreto Presidencial n.º 120/13 de 23 de agosto

Detalhes
  • Diploma: Decreto Presidencial n.º 120/13 de 23 de agosto
  • Entidade Legisladora: Presidente da República
  • Publicação: Diário da República Iª Série n.º 162 de 23 de Agosto de 2013 (Pág. 2145)

Assunto​

Aprova o Estatuto Orgânico do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, transfere a tutela do Fundo de Apoio Social (FAS) para o Ministério da Administração do Território e extingue a Unidade Técnica Administrativa para a Cooperação ACP/CE (UTA- ACP/CE) e, consequentemente, revogado o Decreto Presidencial n.º 29/86, de 3 de Março. - Revoga toda a legislação que contrarie o disposto no presente Diploma, nomeadamente o Decreto Presidencial n.º 23/11, de 19 de Janeiro.

Conteúdo do Diploma​

Considerando a necessidade de se adequar a estrutura actual do Ministério do Planeamento a sua nova designação, Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, bem como ajustá-lo à nova Orgânica dos Serviços da Administração Central do Estado, conforme o disposto no Decreto Legislativo Presidencial n.º 5/12, de 15 de Outubro:

O Presidente da República decreta, nos termos da alínea g) do artigo 120.º e do n.º 3 do artigo 125.º, ambos da Constituição da República de Angola, o seguinte:

Artigo 1.º (Aprovação)​

É aprovado o Estatuto Orgânico do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, anexo ao presente Decreto Presidencial e que dele é parte integrante.

Artigo 2.º (Tutela do Fundo de Apoio Social)​

É transferida a tutela do Fundo de Apoio Social (FAS), até aqui desempenhada pelo Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, nos termos do artigo 2.º do Decreto n.º 44/94, de 28 de Outubro, para o Ministério da Administração do Território.

Artigo 3.º (Extinção)​

  1. É extinta a Unidade Técnica Administrativa para a Cooperação ACP/CE (UTA-ACP/CE) e, consequentemente, revogado o Decreto Presidencial n.º 29/86, de 3 de Março.
  2. Os Recursos Humanos e o Património da UTA-ACP/CE devem ser integrados no Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial e nos Gabinetes de Estudos, Planeamento e Estatística dos Governos Provinciais onde tenha representação.

Artigo 4.º (Revogação)​

É revogada toda a legislação que contrarie o disposto no presente Diploma, nomeadamente o Decreto Presidencial n.º 23/11, de 19 de Janeiro.

Artigo 5.º (Dúvidas e omissões)​

As dúvidas e omissões suscitadas na interpretação e aplicação do presente Decreto Presidencial, são resolvidas pelo Presidente da República.

Artigo 6.º (Entrada em Vigor)​

O presente Diploma entra em vigor a partir da data da sua publicação.

  • Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos 24 de Abril de 2013.
  • Publique-se. Luanda, aos 15 de Agosto de 2013.

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

ESTATUTO ORGÂNICO DO MINISTÉRIO DO PLANEAMENTO E DO DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL​

CAPÍTULO I NATUREZA E ATRIBUIÇÕES​

Artigo 1.º (Natureza)​

O Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial é o Departamento Ministerial auxiliar do Presidente da República e Titular do Poder Executivo que tem como missão a execução de políticas públicas de planeamento do desenvolvimento nacional, em conformidade com o Sistema Nacional de Planeamento, da política macroeconómica superiormente definida, bem como da política de integração económica e de cooperação internacional para o desenvolvimento.

Artigo 2.º (Atribuições)​

O Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial tem as seguintes atribuições:

  1. No domínio do Planeamento do Desenvolvimento Nacional:
    • a)- Coordenar a elaboração da Estratégia de longo prazo, do Plano de Desenvolvimento Nacional, do Quadro de Despesas de Desenvolvimento, dos Planos Sectoriais e Provinciais e dos Planos Anuais;
    • b)- Definir metodologias de acompanhamento da execução dos Instrumentos do Sistema Nacional de Planeamento previstos na alínea anterior e efectuar a sua avaliação;
    • c)- Assegurar a coordenação com os outros Departamentos Ministeriais afins na elaboração de estudos nas áreas sociais, com vista a adopção de medidas que contribuam para a caracterização do perfil da pobreza, o combate à pobreza, o aumento da qualidade de vida e do bem-estar das populações;
    • d)- Desenvolver e gerir a base de dados sobre a evolução da realidade socioeconómica e territorial do País, as metas físicas e financeiras dos instrumentos de planeamento do Sistema Nacional de Planeamento;
    • e)- Coordenar a elaboração dos balanços plurianuais, anuais e semestrais dos instrumentos do sistema nacional de planeamento.
  2. No domínio do planeamento do ordenamento e do desenvolvimento territorial:
    • a)- Preparar as principais opções de ordenamento do território nacional em coordenação com os demais órgãos da Administração Central e Local do Estado;
    • b)- Elaborar estudos estratégicos de desenvolvimento territorial com o objectivo de promover o desenvolvimento equilibrado de todo o território nacional através do plano nacional de desenvolvimento territorial e do plano nacional de ordenamento do território;
    • c)- Coordenar o processo de elaboração do plano nacional de ordenamento do território e do plano nacional de desenvolvimento territorial, garantindo a distribuição harmoniosa das actividades produtivas e o respeito pelo meio ambiente e pelo património histórico e cultural do País;
    • d)- Acompanhar, em colaboração com os outros órgãos da Administração Central do Estado, a elaboração dos planos provinciais de desenvolvimento, de acordo com a metodologia por si, previamente, estabelecida.
  3. No domínio da política e programação do investimento público:
    • a)- Elaborar o Programa de Investimento Público, em articulação com os outros órgãos da Administração Central e Local do Estado;
    • b)- Desenvolver as metodologias necessárias à adequada gestão do Programa de Investimento Público;
    • c)- Definir os critérios de elegibilidade e hierarquia dos projectos a inserir na carteira nacional;
    • d)- Produzir estudos e pareceres que permitam compatibilizar os investimentos públicos a incluir no Orçamento Geral do Estado e os objectivos de política económica de médio e longo prazo;
    • e)- Acompanhar e controlar a execução do Programa de Investimento Público, bem como efectuar a sua avaliação;
    • f)- Coordenar a elaboração dos balanços plurianuais, anuais e semestrais do Programa de Investimento Público.
  4. No domínio da integração económica e da cooperação para o desenvolvimento:
    • a)- Formular, em colaboração com o Ministério das Relações Exteriores e outros órgãos da Administração Central do Estado, as estratégias de integração económica;
    • b)- Formular, em estreita colaboração com o Ministério das Relações Exteriores e outros órgãos da Administração Central do Estado, as estratégias de cooperação para o desenvolvimento, nomeadamente com as organizações multilaterais de financiamento e cooperação para o desenvolvimento, e com parceiros de cooperação bilateral;
    • c)- Exercer as funções de Governador e Ordenador Nacional nas instituições multilaterais em que esteja investido nestes cargos.
  5. No domínio do Sistema de Monitoria do Plano Nacional:
    • a)- Estabelecer mecanismos de recolha de dados e informações junto dos órgãos da Administração Central e Local do Estado, e assegurar a sua execução permanente;
    • b)- Propor indicadores para cada sector, alinhados com os instrumentos do sistema nacional de planeamento, e assegurar o funcionamento dos sistemas informáticos que operacionalizam o seu cálculo;
    • c)- Disponibilizar informação apropriada aos usuários dos Departamentos Ministeriais e órgãos da Administração Local do Estado, da comunidade académica e estudantil, assim como dos cidadãos em geral.
  6. No domínio da Política Macroeconómica:
    • a)- Assegurar, em coordenação com o Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas e o Banco Nacional de Angola e outros órgãos da Administração Central do Estado, a articulação das políticas macroeconómicas de curto prazo com as estratégias e planos de desenvolvimento económico e social de médio e longo prazo;
    • b)- Assegurar a consistência da política macroeconómica, visando a estabilidade macroeconómica e o crescimento económico;
    • c)- Elaborar, em articulação com o Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas e o Banco Nacional de Angola, os quadros macroeconómicos plurianual e anual de referência;
    • d)- Elaborar, em articulação com o Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas e o Banco Nacional de Angola, estudos com vista a melhorar a formulação da política macroeconómica e a avaliar o impacto das políticas macroeconómicas nos instrumentos do Sistema Nacional de Planeamento;
    • e)- Elaborar, em articulação com os Departamentos Ministeriais responsáveis pelas Finanças Públicas e Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e com o Banco Nacional de Angola, a política de rendimentos e preços e acompanhar o seu desenvolvimento.
  7. No domínio da Política de População:
    • a)- Propor a formulação da Política Nacional de População;
    • b)- Acompanhar e avaliar a execução da Política Nacional de População, bem como realizar estudos e análises em matéria de população e desenvolvimento;
    • c)- Definir metodologias de elaboração, acompanhamento e avaliação da execução da Política Nacional de População.

Artigo 3.º (Colaboração)​

  1. No exercício das suas atribuições, o Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial actua em articulação e com a colaboração dos demais órgãos da Administração Central e Local do Estado e com outras instituições públicas e privadas, podendo requerer destes informações e providências para a adequada implementação, avaliação e controlo dos instrumentos de planeamento, com vista ao controlo da eficiência e da eficácia da utilização dos recursos postos à disposição de todos os organismos da Administração Pública.
  2. Os órgãos da Administração Central e Local do Estado devem fornecer as informações e os documentos previstos no número anterior, nos prazos e condições previamente determinados.

CAPÍTULO II ORGANIZAÇÃO EM GERAL​

Artigo 4.º (Órgãos do Ministério)​

O Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial integra os seguintes órgãos:

  1. Órgãos Centrais de Direcção Superior:
    • a)- Ministro;
    • b)- Secretários de Estado.
  2. Órgãos Consultivos:
    • a)- Conselho Consultivo;
    • b)- Conselho Directivo.
  3. Serviços Executivos Centrais:
    • a)- Direcção Nacional de Planeamento;
    • b)- Direcção Nacional de Planeamento do Desenvolvimento Territorial;
    • c)- Direcção Nacional de Investimento Público;
    • d)- Direcção Nacional de Integração Económica e Cooperação para o Desenvolvimento;
    • e)- Gabinete do Sistema de Monitoria do Plano Nacional;
    • f)- Gabinete de Acompanhamento da Política Macroeconómica;
    • g)- Gabinete de Políticas de População.
  4. Serviços de Apoio Técnico:
    • a)- Secretaria-Geral;
    • b)- Gabinete de Inspecção;
    • c)- Gabinete Jurídico;
    • d)- Gabinete de Tecnologias de Informação.
  5. Órgãos de Apoio Instrumental:
    • a)- Gabinete do Ministro;
    • b)- Gabinetes dos Secretários de Estado.
  6. Órgão Tutelado:
    • Instituto Nacional de Estatística.

Artigo 5.º (Órgãos sob Dependência Metodológica)​

  1. Os órgãos de planeamento e estatísticas sectoriais, provinciais e outros órgãos orçamentados dependem metodologicamente do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  2. Aos órgãos indicados no número anterior compete a elaboração de propostas de planos sectoriais e provinciais e o acompanhamento da sua execução.

CAPÍTULO III ORGANIZAÇÃO EM ESPECIAL​

SECÇÃO I ÓRGÃOS CENTRAIS DE DIRECÇÃO SUPERIOR​

Artigo 6.º (Direcção)​

  1. O Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial é dirigido pelo respectivo Ministro.
  2. No exercício das suas funções, o Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial é coadjuvado pelo Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Territorial e pelo Secretário de Estado para o Investimento Público.

Artigo 7.º (Competências do Ministro)​

O Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, tem as seguintes competências:

  • a)- Representar o Ministério;
  • b)- Apoiar a coordenação geral do planeamento nacional;
  • c)- Conceber a proposta de linhas gerais da política macroeconómica orientadora dos instrumentos de planeamento e de desenvolvimento territorial;
  • d)- Coordenar a recolha de dados e de informações necessárias a programação do Investimento Público;
  • e)- Assegurar a execução das leis e de outros diplomas legais relacionados com actividades do Ministério, bem como tomar decisões necessárias para o efeito;
  • f)- Definir a política de recursos humanos do Ministério e a estratégia do seu desenvolvimento;
  • g)- Velar pela correcta execução da política de formação e de superação profissional dos recursos humanos do Ministério;
  • h)- Gerir o orçamento e o património do Ministério;
  • i)- Nomear, promover, exonerar e demitir os funcionários do Ministério;
  • j)- Exercer o poder disciplinar;
  • k)- Revogar e suspender os actos dos funcionários e agentes integrados na hierarquia do Ministério;
  • l)- Exercer os poderes de tutela sobre os órgãos vinculados ao Ministério, no exercício dos poderes delegados pelo Presidente da República e Titular do Poder Executivo;
  • m)- Exarar Decretos Executivos e Despachos no exercício dos poderes delegados pelo Presidente da República e Titular do Poder Executivo.

Artigo 8.º (Secretários de Estado)​

Os Secretários de Estado exercem funções sob a coordenação do Ministro, que pode subdelegar naqueles competências para o seguinte:

  • a)- Formular medidas e executar acções referentes às matérias relativas às atribuições genéricas do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial;
  • b)- Coordenar as actividades das Direcções e dos Gabinetes Técnicos;
  • c)- Substituir o Ministro nas suas ausências e impedimentos.

SECÇÃO II ÓRGÃOS CONSULTIVOS​

Artigo 9.º (Conselho Consultivo)​

  1. O Conselho Consultivo é um órgão de apoio consultivo em matéria de programação e coordenação das actividades do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  2. O Conselho Consultivo é presidido pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial e integra:
    • a)- Secretários de Estado;
    • b)- Directores Nacionais e equiparados;
    • c)- Directores dos Gabinetes de Estudos e Planeamento, sectoriais e provinciais;
    • d)- Administradores de projectos sob dependência do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial;
    • e)- Consultores do Ministro e dos Secretários de Estado.
  3. O Ministro pode, sempre que achar necessário, convidar para participar no Conselho Consultivo, outras entidades, nomeadamente representantes dos órgãos da Administração Central e Local do Estado, das associações empresariais, das instituições de investigação científica, das associações sindicais, bem como outros técnicos ou especialistas.
  4. O Conselho Consultivo tem como atribuição pronunciar-se sobre:
    • a)- As grandes linhas económicas e sociais de orientação estratégica de médio e longo prazo;
    • b)- A política de desenvolvimento económico e social e a política macroeconómica;
    • c)- Os cenários de desenvolvimento económico e social do País, considerando as implicações do comportamento do sistema económico e financeiro internacional, e avaliar as suas implicações na execução dos instrumentos do sistema nacional de planeamento, pelos órgãos executivos centrais;
    • d)- O sistema nacional de informação económica e social.
  5. O Conselho Consultivo reúne-se, ordinariamente, 1 (uma) vez por ano e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo Ministro.
  6. As regras de funcionamento do Conselho Consultivo constam de regulamento próprio, a aprovar pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.

Artigo 10.º (Conselho Directivo)​

  1. O Conselho Directivo é um órgão de apoio consultivo do Ministro em matérias de programação, organização e gestão das actividades do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  2. O Conselho Directivo é presidido pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial e integra as seguintes entidades:
    • a)- Secretários de Estado;
    • b)- Directores Nacionais e equiparados.
  3. O Conselho Directivo tem como atribuição deliberar sobre as seguintes matérias:
    • a)- Modelos de organização interna do Ministério, visando conferir maior eficácia ao exercício das suas competências técnicas, orgânicas e institucionais;
    • b)- Programas de valorização técnica e profissional dos recursos humanos do Ministério:
    • c)- Planos anuais de actividades dos diferentes órgãos do Ministério, visando assegurar a maior compatibilização entre si;
    • d)- Aprovação do plano e do relatório de balanço das actividades do Ministério.
  4. O Conselho Directivo é convocado e dirigido pelo Ministro e reúne-se, ordinariamente, em sessões trimestrais e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo Ministro.
  5. O Conselho Directivo pode ser alargado à participação de outros responsáveis que o Ministro convoque ou convide expressamente.
  6. As regras de funcionamento do Conselho Directivo constam de regulamento próprio, a aprovar pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.

SECÇÃO III SERVIÇOS EXECUTIVOS CENTRAIS​

Artigo 11.º (Natureza)​

Os Serviços Executivos Centrais são Órgãos Centrais do Ministério que exercem funções de concepção, coordenação, acompanhamento de políticas, estratégias, planos e programas, bem como orientações técnicas e metodológicas a outros órgãos do Estado.

Artigo 12.º (Direcção Nacional de Planeamento)​

  1. A Direcção Nacional de Planeamento é um serviço executivo directo ao qual incumbe coordenar a elaboração das propostas da estratégia de longo prazo, dos Planos Nacionais de curto e médio prazo, do Quadro de Despesa de Desenvolvimento e o acompanhamento da sua execução e avaliação, bem como elaborar estudos técnicos e de cenarização da economia nacional.
  2. A Direcção Nacional de Planeamento tem as seguintes atribuições:
    • a)- Definir metodologias de elaboração, acompanhamento da sua execução e avaliação dos Planos Nacionais de curto, médio e longo prazo, bem como do Quadro de Despesa de Desenvolvimento;
    • b)- Elaborar cenários de desenvolvimento de médio e longo prazo, em articulação com os outros órgãos da Administração Central e Local do Estado;
    • c)- Participar na elaboração dos quadros macroeconómicos plurianuais e anuais de referência, de propostas de políticas macroeconómicas e de reformas económicas;
    • d)- Coordenar a elaboração de estudos e análises com vista a adopção de medidas que contribuam para o combate à pobreza e o aumento da qualidade de vida e do bem-estar das populações;
    • e)- Participar na elaboração da proposta da Política Nacional da População e no acompanhamento da sua implementação;
    • f)- Participar na definição de estratégias de relacionamento com os parceiros de cooperação;
    • g)- Participar na realização de consultas à sociedade civil requeridas para a elaboração e acompanhamento da execução dos instrumentos de planeamento do Sistema Nacional de Planeamento e a sua avaliação;
    • h)- Fornecer às instituições, a sociedade civil e aos organismos internacionais informações sobre os resultados da execução dos instrumentos de planeamento em articulação com os demais órgãos integrantes do sistema;
    • i)- Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. A Direcção Nacional de Planeamento tem a seguinte estrutura:
    • a)- Departamento de Estudos e Análise de Políticas;
    • b)- Departamento de Programação Económica.
  4. A Direcção Nacional de Planeamento é dirigida por um Director Nacional.

Artigo 13.º (Direcção Nacional de Planeamento do Desenvolvimento Territorial)​

  1. A Direcção Nacional de Planeamento do Desenvolvimento Territorial é um serviço executivo directo ao qual incumbe a elaboração de estudos com uma visão estratégica e prospectiva da ocupação do território, formular e propor as políticas de ordenamento e desenvolvimento territorial, participar no processo de elaboração dos seus instrumentos, bem como acompanhar a sua execução.
  2. A Direcção Nacional de Planeamento do Desenvolvimento Territorial, tem as seguintes atribuições:
    • a)- Recolher, analisar e processar dados e informações relevantes para o processo de ordenamento do território nacional, organizando e gerindo o respectivo banco de dados;
    • b)- Preparar os cenários possíveis de evolução da ocupação e uso do espaço territorial, com vista a elaboração das principais opções estratégicas de ordenamento do território nacional;
    • c)- Elaborar orientações metodológicas para a realização de estudos e instrumentos de planeamento do ordenamento e do desenvolvimento territorial;
    • d)- Elaborar propostas das principais opções de ordenamento do território nacional;
    • e)- Coordenar e supervisionar o processo de elaboração dos diversos instrumentos de planeamento do ordenamento e do desenvolvimento territorial;
    • f)- Assegurar a integração, coordenação ou compatibilização dos diversos instrumentos e fontes implicados na elaboração e execução dos planos territoriais;
    • g)- Assegurar a compatibilização dos instrumentos de planeamento do ordenamento e do desenvolvimento territorial com os demais instrumentos de planeamento de curto e médio prazo;
    • h)- Prestar apoio técnico e consultivo e, de qualquer outro modo, cooperar com os órgãos provinciais e municipais de planeamento territorial, podendo, em regime transitório, substituí-los nas suas funções técnicas, através de unidades técnicas, suprindo as faltas e limitações locais;
    • i)- Promover a participação dos cidadãos e das instituições na definição e execução das políticas de ordenamento e desenvolvimento territorial;
    • j)- Organizar e manter permanentemente actualizado o arquivo central dos planos nacionais de ordenamento do território;
    • k)- Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. A Direcção Nacional de Planeamento do Desenvolvimento Territorial tem a seguinte estrutura:
    • a)- Departamento de Estudos e Metodologias Territoriais;
    • b)- Departamento de Ordenamento do Território;
    • c)- Departamento do Desenvolvimento Territorial.
  4. A Direcção Nacional de Planeamento do Desenvolvimento Territorial é dirigida por um Director Nacional.

Artigo 14.º (Direcção Nacional de Investimento Público)​

  1. A Direcção Nacional de Investimento Público é um serviço executivo directo ao qual incumbe preparar, em articulação com os órgãos da Administração Central e Local do Estado e demais órgãos orçamentados, o Programa de Investimento Público, e acompanhar e monitorar a sua execução.
  2. A Direcção Nacional de Investimento Público tem as seguintes atribuições:
    • a)- Propor a estrutura, conteúdo e metodologia para elaboração do programa de investimento público;
    • b)- Assegurar a efectiva aplicação de todas as fases do ciclo individual do projecto de investimento público, de acordo com o estabelecido legalmente;
    • c)- Configurar a carteira nacional de projectos a serem inseridos no programa de investimento público e proceder à sua hierarquização e selecção, aplicando os critérios fixados legalmente;
    • d)- Assegurar o funcionamento eficaz do sistema de informação para a gestão do investimento público;
    • e)- Estabelecer, em articulação com o Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas, o Sistema de Classificadores dos Projectos de Investimento Público, de forma a potenciar interfaces entre diversos sistemas de informação, designadamente, os respeitantes a gestão financeira e patrimonial do investimento público;
    • f)- Preparar, em estreita colaboração com o Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas, a proposta de orientações para a elaboração do programa de investimento público, a ser enviado aos sectores, às províncias e aos outros órgãos orçamentados;
    • g)- Coordenar a elaboração da proposta plurianual do programa de investimento público, e sua programação anual, nas vertentes sectorial e territorial;
    • h)- Acompanhar e controlar a execução do programa de investimento público e da sua programação anual, bem como elaborar os respectivos relatórios de execução;
    • i)- Participar na elaboração da programação financeira anual e trimestral;
    • j)- Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. A Direcção Nacional de Investimento Público tem a seguinte estrutura:
    • a)- Departamento de Metodologias e Sistema de Informação do Investimento Público;
    • b)- Departamento de Programação e Acompanhamento do PIP da Administração Central;
    • c)- Departamento de Programação e Acompanhamento do PIP da Administração Local;
    • d)- Departamento de Avaliação e Acompanhamento da Gestão de Projectos Estruturantes.
  4. A Direcção Nacional de Investimento Público é dirigida por um Director Nacional.

Artigo 15.º (Direcção Nacional de Integração Económica e Cooperação para o Desenvolvimento)​

  1. A Direcção Nacional de Integração Económica e Cooperação para o Desenvolvimento é um serviço executivo directo ao qual incumbe promover a política de cooperação para o desenvolvimento, bem como acompanhar as acções relacionadas com os processos de integração económica.
  2. A Direcção Nacional de Integração Económica e Cooperação para o Desenvolvimento tem as seguintes atribuições:
    • a)- Elaborar, em colaboração com os órgãos competentes da Administração Central do Estado, estratégias de cooperação e de mobilização de recursos externos destinados ao financiamento do desenvolvimento económico do País;
    • b)- Promover o cumprimento das obrigações resultantes dos acordos de financiamento, no âmbito das relações de cooperação com agências multilaterais de cooperação internacional e similares, assim como da cooperação bilateral;
    • c)- Preparar e organizar os processos de negociação de Acordos Financeiros com os parceiros da cooperação internacional, tendo em conta o Direito Internacional Público e as normas nacionais aplicáveis aos Tratados Internacionais;
    • d)- Acompanhar e monitorar a utilização dos financiamentos externos referidos na alínea b), do presente artigo na execução de projectos inscritos no Programa de Investimento Público;
    • e)- Criar um banco de dados sobre as oportunidades de financiamento das instituições financeiras multilaterais e instituições similares, sobre o grau de execução dos financiamentos e sobre os projectos financiados e concluídos;
    • f)- Participar nas actividades e acompanhar a evolução dos processos de integração económica regional na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e na Comunidade Económica dos Países da África Central;
    • g)- Elaborar estudos e estratégias para a integração económica regional, em articulação com os demais órgãos da Administração Central do Estado;
    • h)- Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. A Direcção Nacional de Integração Económica e Cooperação para o Desenvolvimento tem a seguinte estrutura:
    • a)- Departamento de Cooperação Multilateral;
    • b)- Departamento de Cooperação Bilateral;
    • c)- Departamento de Integração Económica.
  4. A Direcção Nacional de Integração Económica e Cooperação para o Desenvolvimento é dirigida por um Director Nacional.

Artigo 16.º (Gabinete do Sistema de Monitoria do Plano Nacional)​

  1. O Gabinete do Sistema de Monitoria do Plano Nacional é um serviço executivo directo que assegura o acompanhamento da execução do Plano Nacional, através de um adequado sistema de informação.
  2. O Gabinete do Sistema de Monitoria do Plano Nacional tem as seguintes atribuições:
    • a)- Propor e rever periodicamente indicadores macroeconómicos e sectoriais, garantindo o seu alinhamento com os Planos Nacionais de curto, médio e longo prazos do Executivo, assegurando a sua plena actualização na plataforma tecnológica informática;
    • b)- Propor indicadores de monitoria de projectos de investimento público, permitindo a visualização da informação existente no Sistema de Informação de Projectos de Investimento Público;
    • c)- Estabelecer relações institucionais com as entidades responsáveis pela produção e fornecimento de dados, designadamente os órgãos da Administração Central e Local do Estado e outras Instituições Públicas ou Agências;
    • d)- Parametrizar e implementar processos de recolha de dados no sistema, de forma automática ou semiautomática, utilizando as plataformas tecnológicas existentes;
    • e)- Facultar informação técnica especializada aos órgãos da Administração Central e Local do Estado, comunidade estudantil e académica e a sociedade civil, sobre matérias do sistema de planeamento que sejam do domínio público;
    • f)- Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. O Gabinete do Sistema de Monitoria do Plano Nacional integra os seguintes Departamentos:
    • a)- Departamento de Gestão de Dados;
    • b)- Departamento de Gestão Tecnológica.
  4. O Gabinete do Sistema de Monitorização do Plano Nacional é dirigido por um Director com a categoria de Director Nacional.

Artigo 17.º (Gabinete de Acompanhamento da Política Macroeconómica)​

  1. O Gabinete de Acompanhamento da Política Macro-económica é um serviço executivo directo que, observando os objectivos do Executivo nos domínios da estabilidade macroeconómica e de desenvolvimento económico sustentável, participa no processo de coordenação e garantia da consistência das políticas fiscal, monetária, do sector externo, do sector real e de rendimentos e preços.
  2. O Gabinete de Acompanhamento da Política Macroeconómica tem as seguintes atribuições:
    • a)- Participar na programação e gestão macroeconómica nacional;
    • b)- Elaborar, em colaboração com o Departamento Ministerial responsável pelas Finanças Públicas, o Banco Nacional de Angola e os demais serviços do Ministério, os quadros macroeconómicos plurianuais e anuais de referência e as respectivas propostas de política macroeconómica;
    • c)- Acompanhar a execução e avaliar os impactos das políticas macroeconómicas de curto prazo ou de regulação conjuntural e promover a sua articulação com os planos de desenvolvimento económico de médio prazo e as estratégias de longo prazo;
    • d)- Promover a realização de estudos empíricos que permitam aumentar a eficácia dos instrumentos e a formulação da política macroeconómica;
    • e)- Acompanhar o comportamento e as projecções sobre a economia mundial, para a antecipação do seu impacto na economia nacional e a identificação de oportunidades e riscos para o País;
    • f)- Realizar as demais tarefas que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. O Gabinete de Acompanhamento da Política Macroeconómica é dirigido por um Director com categoria de Director Nacional.

Artigo 18.º (Gabinete de Políticas de População)​

  1. O Gabinete de Políticas de População é um serviço executivo directo ao qual incumbe propor a formulação da Política Nacional de População, o acompanhamento da sua execução e avaliação, bem como realizar estudos e análises em matéria de população e desenvolvimento.
  2. O Gabinete de Políticas de População tem as seguintes atribuições:
    • a)- Definir metodologias de elaboração e acompanhamento da execução da Política Nacional de População e sua avaliação;
    • b)- Recolher e tratar dados sociodemográficos, bem como elaborar estudos e análises demográficas a todos os níveis, visando formular e propor a Política Nacional de População;
    • c)- Elaborar projecções demográficas e propor medidas para adequar a taxa de crescimento populacional, bem como a sua distribuição territorial, aos objectivos de desenvolvimento sustentável, no âmbito da Política Nacional de População;
    • d)- Elaborar estudos sobre o índice de Desenvolvimento Humano em Angola e participar na elaboração das estratégias e planos de desenvolvimento dos recursos humanos nacionais;
    • e)- Promover acções de sensibilização e consciencialização sobre a importância e o papel das variáveis demográficas no processo de desenvolvimento económico e social;
    • f)- Promover o intercâmbio com os organismos competentes da Administração Pública e demais instituições nacionais e internacionais que actuam no domínio da População e Desenvolvimento;
    • g)- Realizar as demais tarefas que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. O Gabinete de Políticas de População é dirigido por um Director com categoria de Director Nacional.

SECÇÃO IV SERVIÇOS DE APOIO TÉCNICO​

Artigo 19.º (Natureza)​

Os Serviços de Apoio Técnico são órgãos especializados que têm por missão assegurar o normal funcionamento do Ministério, auxiliar outros serviços internos na gestão de assuntos correntes, bem como executar as suas tarefas em conformidade com o presente Estatuto Orgânico.

Artigo 20.º (Secretaria Geral)​

  1. A Secretaria-Geral é um serviço que se ocupa da administração e gestão do orçamento, das finanças, do património, dos recursos humanos, dos transportes, da contabilidade e da auditoria do Ministério, bem como de todos os assuntos administrativos comuns aos demais serviços.
  2. A Secretaria-Geral tem as seguintes atribuições:
    • a)- Elaborar o orçamento do Ministério em estreita colaboração com os demais serviços;
    • b)- Assegurar a execução do orçamento e a elaboração do relatório de balanço e de prestação de contas;
    • c)- Gerir os recursos humanos, planificar as acções de formação e de superação técnica e profissional dos quadros do Ministério;
    • d)- Elaborar, propor e dinamizar a execução de medidas de carácter sociocultural que visem o bem-estar e a motivação dos funcionários;
    • e)- Assegurar a aquisição, gestão, conservação e manutenção dos bens patrimoniais necessários ao bom funcionamento do Ministério;
    • f)- Assegurar a realização das actividades de protocolo e relações públicas do Ministério;
    • g)- Garantir a circulação eficiente do expediente, o tratamento da correspondência, o registo e arquivo da mesma;
    • h)- Organizar e orientar tecnicamente o sistema de documentação e de informação, bem como de toda a legislação publicada em Diário da República;
    • i)- Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. A Secretaria-Geral tem a seguinte estrutura:
    • a)- Departamento de Gestão de Recursos Humanos;
    • b)- Departamento de Gestão do Orçamento e Administração do Património;
    • c)- Departamento de Relações Públicas e Expediente;
    • d)- Centro de Documentação e Informação.
  4. A Secretaria-geral é dirigida por um Secretário-geral com a categoria de Director Nacional.

Artigo 21.º (Gabinete de Inspecção)​

  1. O Gabinete de Inspecção é um serviço de apoio técnico, que assegura o controlo da execução, pelos diversos órgãos da Administração Central e Local do Estado, das suas atribuições no que concerne as actividades de planeamento do desenvolvimento económico nacional e do programa de investimento público, inspeccionando a observância das instruções metodológicas e dos prazos, bem como a proposição de medidas de melhoria e de correcção.
  2. O Gabinete de Inspecção tem as seguintes atribuições:
    • a)- Proceder a fiscalização do cumprimento de regras e prazos previstos nos instrumentos do Sistema Nacional de Planeamento e no programa de investimento público, por parte dos Departamentos Ministeriais e dos Governos Provinciais;
    • b)- Realizar auditorias, inspecções, análises de natureza económico-financeira e outras acções de acompanhamento e controlo aos Gabinetes de Estudos, Planeamento e Estatísticas sectoriais e provinciais e a outros órgãos vinculados ao Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, elaborando relatórios e propondo medidas de saneamento das deficiências e irregularidades detectadas;
    • c)- Recolher informações e documentos necessários ao acompanhamento e controlo da execução dos instrumentos do Sistema Nacional de Planeamento e à elaboração dos relatórios de progresso e dos relatórios finais exigidos por lei;
    • d)- Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. O Gabinete de Inspecção tem a seguinte estrutura:
    • a)- Departamento de Inspecção e Controlo dos Órgãos da Administração Central;
    • b)- Departamento de Inspecção e Controlo dos Órgãos da Administração Local.
  4. O Gabinete de Inspecção é dirigido por um Inspector-Geral, com a categoria de Director Nacional.

Artigo 22.º (Gabinete Jurídico)​

  1. O Gabinete Jurídico é um serviço de apoio técnico responsável por toda actividade jurídica, designadamente, pela prestação de assessoria jurídica e a elaboração de estudos e pareceres de natureza jurídica.
  2. O Gabinete Jurídico tem as seguintes atribuições:
    • a)- Prestar assessoria jurídica ao Ministro, aos Secretários de Estado e demais serviços do Ministério em todos os assuntos inerentes às suas atribuições;
    • b)- Conceber e elaborar projectos de diplomas legais de iniciativa do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, no âmbito de competências próprias, designadamente, projectos de Decretos e Despachos Presidenciais, projectos de Decretos Executivos e Despachos, Contratos, Protocolos, Acordos e outros instrumentos jurídicos da competência do Ministério ou necessários ao seu regular funcionamento;
    • c)- Efectuar estudos e pesquisas destinadas a aperfeiçoar a qualidade dos projectos de diplomas legais relacionados com a actividade do Ministério, visando aumentar a sua eficácia;
    • d)- Realizar seminários e acções de formação sobre temas relevantes de natureza jurídica;
    • e)- Representar o Ministério na negociação de Acordos, Convenções, Tratados e demais instrumentos jurídicos internacionais que o vinculem, assim como emitir pareceres sobre os mesmos;
    • f)- Participar nos concursos públicos e emitir pareceres sobre todos os contratos em que o Ministério intervenha ou dos quais resultem efeitos jurídicos na sua esfera de competências;
    • g)- Organizar, manter actualizada e divulgar toda legislação sobre matérias de interesse para o Ministério;
    • h)- Participar, em colaboração com a Secretaria-geral na instrução de processos disciplinares e na resolução de conflitos jurídico-laborais;
    • i)- Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. O Gabinete Jurídico é dirigido por um Director com a categoria de Director Nacional.

Artigo 23.º (Gabinete de Tecnologias de Informação)​

  1. O Gabinete de Tecnologias de Informação é um serviço de apoio técnico, ao qual compete propor e executar a política de organização interna e de funcionamento das tecnologias de informação e comunicação.
  2. O Gabinete de Tecnologias de Informação tem as seguintes atribuições:
    • a)- Elaborar e implementar um plano director de tecnologias de informação do Ministério;
    • b)- Estudar, em coordenação com os outros órgãos do Ministério, as normas e procedimentos sobre a melhor utilização das novas tecnologias na execução das suas tarefas de recolha de dados e informações, seu registo e transmissão interna;
    • c)- Conceber, desenvolver, implantar e manter sistemas informáticos, nas suas diferentes modalidades de acordo com os padrões de manuais, documentos e fluxos operacionais, estabelecidos para o Ministério;
    • d)- Apoiar os órgãos do Ministério na resolução de problemas relacionados com a utilização e o funcionamento dos equipamentos informáticos, da internet e do circuito interno de comunicação electrónica;
    • e)- Velar pela manutenção e bom funcionamento de todos os equipamentos informáticos e das instalações respectivas, elaborando relatórios sobre ocorrências relevantes;
    • f)- Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas pelo Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial.
  3. O Gabinete de Tecnologias de Informação é dirigido por um Director com a categoria de Director Nacional.

SECÇÃO V ÓRGÃOS DE APOIO INSTRUMENTAL​

Artigo 24.º (Gabinetes do Ministro e dos Secretários de Estado)​

A composição, competências, forma de provimento e categoria dos recursos humanos dos Gabinetes do Ministro e dos Secretários de Estado regem-se pelos Decretos n.º 26/97, de 4 de Abril e n.º 68/02, de 29 de Outubro.

SECÇÃO VI ÓRGÃO TUTELADO​

Artigo 25.º (Instituto Nacional de Estatística)​

  1. O Instituto Nacional de Estatística é um serviço público tutelado pelo Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, que goza de personalidade e capacidade jurídica, é dotado de autonomia técnica, administrativa e financeira e tem como objectivo a dinamização, coordenação da recolha, o tratamento e a difusão da informação estatística oficial nacional.
  2. A organização e o funcionamento do Instituto Nacional de Estatística consta de Estatuto próprio.

CAPÍTULO IV DISPOSIÇÕES FINAIS​

Artigo 26.º (Quadro de Pessoal)​

  1. O quadro de pessoal do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial é o constante dos anexos I e II ao presente Estatuto Orgânico, e que dele são parte integrante.
  2. O quadro de pessoal referido no número anterior pode ser alterado por Decreto Executivo Conjunto dos Ministros do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e das Finanças.
  3. O provimento dos lugares do quadro é feito nos termos da lei.

Artigo 27.º (Organigrama)​

O organigrama do Ministério do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial é o constante do anexo III ao presente Estatuto Orgânico e que dele é parte integrante.

Artigo 28.º (Regulamentação)​

Compete ao Ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial a aprovação dos Regulamentos Internos indispensáveis ao funcionamento do Ministério, no prazo máximo de cento e vinte dias a contar da publicação do presente Estatuto Orgânico.

ANEXO I - QUADRO DE PESSOAL A QUE SE REFERE O ARTIGO 26.º

ANEXO II - QUADRO DE PESSOAL DO GABINETE DE INSPECÇÃO​

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

ANEXO III - ORGANIGRAMA A QUE SE REFERE O ARTIGO 27.º

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

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