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Decreto Legislativo Presidencial n.º 3/12 de 16 de março

Detalhes
  • Diploma: Decreto Legislativo Presidencial n.º 3/12 de 16 de março
  • Entidade Legisladora: Presidente da República
  • Publicação: Diário da República Iª Série n.º 52 de 16 de Março de 2012 (Pág. 1191)

Artigo 1.º (Objecto)​

Artigo 2.º (Definições)​

Artigo 3.º (Âmbito de aplicação)​

Artigo 4.º (Incentivos Fiscais nos Contratos Petrolíferos)​

Artigo 5.º (Isenção do Pagamento de Bónus Assinatura)​

Artigo 6.º (Isenção da Obrigação do Financiamento Subsidiárias da Concessionária Nacional)​

Artigo 7.º (Isenção das Contribuições para Projectos Sociais)​

Artigo 8.º (Disposições Finais e Transitórias)​

Artigo 9.º (Dúvidas e Omissões)​

Artigo 10.º (Norma Revogatória)​

Artigo 11.º (Entrada em Vigor)​

Denominação do Diploma

Considerando que a Lei n.º 10/04, de 12 de Novembro, das Actividades Petrolíferas, prevê no seu artigo 26.º que o Executivo deve adoptar medidas tendentes a garantir, promover e incentivar a participação no sector petrolífero de empresas tituladas por cidadãos angolanos e estabelecer as condições necessárias para o efeito, e no n.º 3 do seu artigo 31.º, que as associadas nacionais da Concessionária Nacional beneficiam de um estatuto especial de apoios e de direitos e obrigações especiais:

Convindo consagrar o quadro regulamentar dos incentivos fiscais a conceder às empresas petrolíferas angolanas, nos termos estabelecidos pelos artigos 26.º e 31.º da Lei n.º 10/04 de 12 de Novembro, conjugando com o n.º 3 artigo 11.º da Lei n.º 13/04 de 24 de Dezembro e o artigo 23.º da Lei n.º 14/03, de 18 de Julho:

O Presidente da República decreta, nos termos do n.º 1 do artigo 125.º da Constituição da República de Angola e no uso da Autorização Legislativa concedida pela Assembleia Nacional, através da Lei n.º 9/12, de 29 de Fevereiro, o seguinte:

Artigo 1.º (Objecto)​

O presente diploma estabelece os incentivos às empresas petrolíferas angolanas por forma a garantir a sua real e efectiva participação nas operações petrolíferas à luz da Lei n.º 10/04, de 12 de Novembro, das Actividades Petrolíferas.

Artigo 2.º (Definições)​

Os termos e expressões usados no presente diploma têm, quando aplicável, o significado que lhes é dado na Lei das Actividades Petrolíferas e na Lei da Tributação das Actividades Petrolíferas, sem prejuízo das definições seguintes:

  • a)- Contrato petrolífero qualquer contrato, nas modalidades de contrato de consórcio, de contrato de serviços com risco, de sociedade comercial e de contrato de partilha de produção, previstos na alínea c) do n.º 2 do artigo 14.º da Lei n.º 10/04, de 12 de Novembro;
  • b)- Empresa petrolífera angolana-qualquer empresa petrolífera privada ou empresa petrolífera de capitais públicos conforme as correspondentes definições constantes das alíneas seguintes;
  • c)- Empresa petrolífera de capitais públicos qualquer empresa petrolífera constituída sob a forma de sociedade comercial de direito angolano, cujo capital social seja detido, nos termos da lei, exclusiva ou conjuntamente pelo Estado ou por empresas públicas e instituições de direito público nacionais;
  • d)- Empresa petrolífera privada qualquer sociedade comercial de direito angolano constituída por sócios que sejam pessoas singulares de nacionalidade angolana, que no seu conjunto sejam detentores de 100% do capital social da sociedade e que tenham por objecto o exercício de operações petrolíferas.

Artigo 3.º (Âmbito de aplicação)​

O presente diploma aplica-se as empresas petrolíferas angolanas, definidas nas alíneas c) e d) do artigo 2.º e que detenham interesses participativos em contratos petrolíferos para a realização de operações petrolíferas.

Artigo 4.º (Incentivos Fiscais nos Contratos Petrolíferos)​

  1. As empresas petrolíferas angolanas que sejam associadas da Concessionária Nacional em contratos de partilha de produção beneficiam da redução da taxa do imposto sobre o rendimento do Petróleo de 50% para uma taxa equivalente à taxa em vigor do imposto industrial.
  2. As empresas petrolíferas angolanas associadas à Concessionária Nacional sob outras modalidades de contratos petrolíferas beneficiam da redução da taxa do imposto sobre o rendimento de Petróleo de 65,75% para uma taxa equivalente à taxa em vigor do imposto industrial.
  3. A concessão de incentivos previstos nos números anteriores não prejudica o benéfico cumulativo dos incentivos atribuíveis nos termos gerais do artigo 43.º da Lei da Tributação das Actividades Petrolíferas, Lei n.º 13/04 de 24 de Novembro.

Artigo 5.º (Isenção do Pagamento de Bónus Assinatura)​

As empresas petrolíferas angolanas são isentas do pagamento de bónus de assinatura na celebração de novos contratos petrolíferos.

Artigo 6.º (Isenção da Obrigação do Financiamento Subsidiárias da Concessionária Nacional)​

As empresas petrolíferas privadas estão isentas da obrigação de comparticipação no financiamento das empresas de pesquisa da Sonangol Pesquisa e Produção, S.A., estabelecidas nos termos de qualquer contrato ou acordo celebrado entre a Concessionária Nacional e o grupo empreiteiro de que façam parte.

Artigo 7.º (Isenção das Contribuições para Projectos Sociais)​

As empresas petrolíferas angolanas estão igualmente isentas do pagamento das contribuições para projectos sociais previstos nos contratos petrolíferos celebrados entre a Concessionária Nacional e as suas associadas.

Artigo 8.º (Disposições Finais e Transitórias)​

  1. O regime de incentivos do fomento das empresas petrolíferas angolanas consagrado no presente diploma é aplicável, no que respeita às empresas petrolíferas angolanas que a data da sua publicação sejam detentoras de interesses participativos em contratos petrolíferos em vigor, a partir do ano fiscal a iniciar após a sua publicação.
  2. As empresas petrolíferas angolanas abrangidas devem proceder as alterações da sua contabilidade e a forma de apresentação das suas declarações fiscais que se mostrem adequadas.
  3. As empresas abrangidas pelo presente diploma não podem, sob pena de perda dos incentivos aqui previstos, ceder a totalidade ou parte do seu capital a pessoas singulares ou colectivas estrangeiras.

Artigo 9.º (Dúvidas e Omissões)​

As dúvidas e omissões suscitadas na interpretação e aplicação do presente diploma são resolvidas pelo Presidente da República.

Artigo 10.º (Norma Revogatória)​

E revogada toda a legislação que contrarie o disposto no presente diploma, nomeadamente, o Decreto n.º 4/07, de 22 de Janeiro.

Artigo 11.º (Entrada em Vigor)​

O presente diploma entra em vigor na data da sua publicação.

Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos 12 de Julho 2011.

Publique-se. Luanda, aos 15 de Março de 2012.

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

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