Decreto Executivo n.º 166/22 de 21 de março
- Diploma: Decreto Executivo n.º 166/22 de 21 de março
- Entidade Legisladora: Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher
- Publicação: Diário da República Iª Série n.º 50 de 21 de Março de 2022 (Pág. 2150)
Assunto
- Revoga o Decreto Executivo n.º 146/20, de 13 de Abril, que aprova o Regulamento Interno da Direcção Nacional da Acção Social deste Ministério.
Conteúdo do Diploma
Considerando que o Estatuto Orgânico do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 226/20, de 4 de Setembro, prevê a existência da Direcção Nacional da Acção Social como um Serviço Executivo; Havendo a necessidade de regulamentar a estrutura e o funcionamento da referida Direcção; Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente da República, nos termos do artigo 137.º da Constituição da República de Angola, de harmonia com as disposições do artigo 21.º e da alínea w) do artigo 2.º do Estatuto Orgânico do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 226/20, de 4 de Setembro, combinadas com as disposições do n.º 2 do artigo 1.º do Decreto Presidencial n.º 40/21, de 11 de Fevereiro, que Extingue o Instituto de Promoção, Coordenação e Ajuda às Comunidades, determino:
Artigo 1.º (Aprovação)
Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, anexo ao presente Decreto Executivo, de que é parte integrante.
Artigo 2.º (Revogação)
É revogado o Decreto Executivo n.º 146/20, de 13 Abril, que aprova o Regulamento Interno da Direcção Nacional da Acção Social do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher.
Artigo 3.º (Dúvidas e Omissões)
As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação do presente Regulamento Interno são resolvidas pelo Ministro da Acção Social, Família e Promoção da Mulher.
Artigo 4.º (Entrada em Vigor)
O presente Decreto Executivo entra em vigor no dia seguinte à data da sua publicação. Publique-se. Luanda, aos 20 de Janeiro de 2022. A Ministra, Faustina Fernando Inglês de Almeida Alves de Sousa.
REGULAMENTO INTERNO DA DIRECÇÃO NACIONAL DA ACÇÃO SOCIAL
CAPÍTULO I NATUREZA E ATRIBUIÇÕES
Artigo 1.º (Natureza)
A Direcção Nacional da Acção Social é o serviço executivo encarregue pela definição e apoio à implementação de políticas, estratégias, programas e projectos, no domínio do combate à pobreza, desenvolvimento comunitário, municipalização dos serviços da acção social, promoção do empreendedorismo e economia social, em resposta aos problemas do meio rural e periurbano com vista à melhoria do nível e qualidade de vida.
Artigo 2.º (Atribuições em Geral)
A Direcção Nacional da Acção Social tem as seguintes atribuições:
- a) - Elaborar políticas e estratégias de combate à pobreza e exclusão social;
- b) - Conceber políticas de instalação, certificação, controlo e funcionamento dos equipamentos e serviços de assistência e acção social;
- c) - Promover a implementação da municipalização dos serviços da acção social;
- d) - Promover e assegurar a implementação de políticas, programas e projectos de inclusão social e de desenvolvimento da família na comunidade;
- e) - Propor e acompanhar a execução das políticas sociais de desenvolvimento das comunidades;
- f) - Propor política e programas transversais para resposta aos problemas do meio urbano, periurbano rural e com vista a melhoria do nível e qualidade de vida;
- g) - Promover e apoiar o desenvolvimento de acções de empreendedorismo e economia social, com vista ao reforço da autonomia das famílias e comunidades;
- h) - Conceber programas e projectos de transferências sociais; identificação e resolução de problemas e necessidades locais;
- k) - Definir e promover programas que contribuam para a melhoria da condição e inclusão das minorias no processo de desenvolvimento económico e social;
- l) - Desenvolver acções que promovam o exercício da cidadania e valorização da cultura pelas comunidades;
- m) - Estimular a participação da família em actividades geradoras de rendimento, facilitando o acesso ao crédito e ao micro-crédito com vista a alcançar a autonomia económica através do empreendedorismo, associativismo, cooperativismo e do comércio;
- n) - Dinamizar programas de capacitação e sensibilização de conhecimento sobre processos participativos e de educação comunitária para mudança de comportamento perante o risco social;
- o) - Coordenar as actividades e o processo de implementação de programas e projectos (aprovação, implementação, fiscalização, controlo e avaliação) das Organizações Não Governamentais nacionais e internacionais;
- p) - Assegurar o apoio administrativo necessário às Organizações Não Governamentais quanto os processos de constituição, registo e certificação de vistos do pessoal expatriado, direito de isenção de pagamento de impostos aduaneiros e desalfandegamento de bens e equipamentos para os projectos, bem como efectuar o acompanhamento do seu destino final;
- q) - Coordenar actividades e o processo de implementação de programas e/ou projectos desenvolvidos pelas ONG (aprovação, controlo, acompanhamento, supervisão e avaliação);
- r) - Assegurar a prestação de contas das ONG’s ao Executivo, utilização dos recursos disponibilizados para ajuda às comunidades;
- s) - Alimentar o SIGAS em informação estatística sobre os programas e projectos de assistência e de desenvolvimento comunitário em execução;
- t) - Acompanhar os fluxos financeiros das Organizações Não Governamentais no quadro do combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo;
- u) - Informar regularmente a comunidade nacional e internacional sobre a situação humanitária e social das populações, projectos em curso e a necessidade de financiamento;
- v) - Propor e promover estratégias de fomento da política de parcerias entre as Organizações Não Governamentais nacionais, estrangeiras e internacionais, bem como com os Departamentos Ministeriais;
- w) - Efectuar visitas de acompanhamento e constatação às Organizações Não Governamentais e suas actividades;
- x) - Assegurar a indicação de um técnico a nível local para responder os assuntos relacionados com o acompanhamento, controlo e supervisão das actividades das Organizações Não Governamentais;
- y) - Garantir a articulação entre os órgãos competentes de supervisão (Administração Geral Tributária, Serviço de Migração e Estrangeiros, Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos) para a consulta e coordenação das actividades das Organizações Não Governamentais;
- z) - Coordenar reuniões técnicas periódicas (semestrais) com os Departamentos Ministeriais afins para estudar, analisar e avaliar os programas e projectos desenvolvidos pelas Organizações Não Governamentais; aa) Manter actualizada a base de dados das Organizações Não Governamentais nacionais, estrangeiras e internacionais; cc) Sancionar as irregularidades de desvio de conduta ou do objecto estatutário com a suspensão temporária das actividades e retirada da Licença, pelo MASFAMU; dd) Articular com a Procuradoria Geral da República e outros órgãos competentes na suspensão, extinção e interdição das actividades das ONG’s, conforme irregularidades constatadas; ee) Exercer as demais competências que lhe forem determinadas por lei ou superiormente.
CAPÍTULO II ORGANIZAÇÃO
Artigo 3.º (Estrutura Orgânica)
A Direcção Nacional da Acção Social tem a seguinte estrutura orgânica:
- a) - Direcção;
- b) - Departamento de Desenvolvimento Comunitário;
- c) - Departamento de Acção Social Integrada;
- d) - Departamento de Acompanhamento das Transferências Sociais e Integração Produtiva.
CAPÍTULO III ORGANIZAÇÃO EM ESPECIAL
SECÇÃO I
Artigo 4.º (Direcção)
A Direcção Nacional da Acção Social é dirigida por um Director Nacional.
Artigo 5.º (Competências do Director)
- Ao Director da DNAS compete:
- a) - Dirigir e coordenar todas as actividades da Direcção;
- b) - Representar a Direcção Nacional, sempre que não seja outra a orientação superior;
- c) - Dirigir a elaboração e a execução do plano de trabalho, assim como organizar os relatórios de actividades desenvolvidas pela Direcção;
- d) - Convocar e dirigir as reuniões da Direcção;
- e) - Assegurar a execução e cumprimento da legislação, normas ou outros instrumentos legais no âmbito da actividade desenvolvida;
- f) - Emitir circulares e ordens de serviço internas no domínio da sua competência;
- g) - Velar pelo bom funcionamento da Direcção, cumprimento dos prazos e das orientações superiormente determinadas;
- h) - Velar pela adequada formação e desenvolvimento técnico dos trabalhadores da Direcção;
- i) - Garantir a maior adequação na utilização dos meios e recursos humanos, materiais e financeiros atribuídos à Direcção;
- j) - Elaborar os programas, planos de actividade, orçamentos e relatórios de balanço da Direcção e submete-los à aprovação superior;
- k) - Assegurar a execução da legislação, normas ou outros diplomas legais no âmbito das matérias inerentes a sua actividade;
- l) - Realizar as demais funções que lhe sejam acometidas por lei e ou por orientação superior.
- Durante a ausência ou impedimentos, o Director da DNAS é substituído por um Chefe de Departamento.
SECÇÃO II DEPARTAMENTOS
Artigo 6.º (Departamento de Desenvolvimento Comunitário)
- O Departamento de Desenvolvimento Comunitário, abreviadamente designado por (DDC), é o órgão de apoio técnico da Direcção Nacional da Acção Social com as seguintes atribuições:
- a) - Assegurar o desenvolvimento das acções que garantam a sustentabilidade da acção social;
- b) - Dinamizar programas de capacitação e sensibilização de conhecimento sobre processos participativos e inclusivos de educação comunitária perante o risco social;
- c) - Obter e dar tratamento dos dados estatísticos da implementação das actividades de empreendedorismo e inclusão das comunidades vulneráveis;
- d) - Efectuar/proceder à inscrição das Organizações Não Governamentais, em conformidade com as disposições legais em vigor;
- e) - Acompanhar a contratação da força de trabalho, nacional e estrangeira efectuada pelas Organizações Não Governamentais;
- f) - Avaliar o impacto da actividade das Organizações Não Governamentais na vida das populações, propondo medidas tendentes à sua melhoria;
- g) - Acompanhar os fluxos financeiros e movimentos das contas bancárias das Organizações Não Governamentais, cooperando com a Unidade de Informação Financeira (UIF) no âmbito do combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo;
- h) - Orientar metodologicamente os Serviços da Acção Sociais locais;
- i) - Participar na elaboração de estratégias e políticas relativas à assistência social e ao desenvolvimento das comunidades com Departamentos Ministeriais ou parceiros sociais;
- j) - Promover e assegurar a articulação entre os organismos públicos e as Organizações Não Governamentais;
- O Departamento de Desenvolvimento Comunitário é dirigido por um Chefe de Departamento a quem compete:
- a) - Assegurar a execução das tarefas do Departamento;
- b) - Coordenar as actividades dos técnicos adstritos ao Departamento, assim como manter a disciplina laboral necessária;
- c) - Despachar com o Director e informar sobre matérias respectivas à área;
- d) - Elaborar periodicamente os planos de actividades respectivos e relatórios do seu cumprimento;
- e) - Participar nos Conselhos Técnicos da Direcção ou em outras actividades superiormente orientadas;
- f) - Elaborar planos, projectos referentes à especificidade do Departamento e relatórios de balanço das actividades desenvolvidas;
- g) - Promover acções no âmbito da transversalidade departamental a nível do Ministério;
- h) - Efectuar o acompanhamento a supervisão das acções desenvolvidas e, junto com as comunidades locais e avaliar tais acções no sentido de melhorar os mecanismos de intervenção.
Artigo 7.º (Departamento de Acção Social Integrada)
- O Departamento de Acção Social Integrada, abreviadamente designado por (DASI), é o serviço de apoio técnico da Direcção Nacional da Acção Social com as seguintes competências:
- a) - Propor a definição de políticas e estratégias e protecção dos direitos das pessoas idosas em e outros grupos em situação de vulnerabilidade;
- b) - Reger em coordenação com os órgãos locais do Estado, a implementação e o funcionamento dos equipamentos e serviços de assistência dos grupos vulneráveis;
- d) - Promover a Municipalização da Acção Social, e assegurar a implementação de políticas, programas e projectos de inclusão social de forma descentralizada;
- e) - Prestar a colaboração necessária de assistência e integração social dos refugiados que se encontram em Angola;
- f) - Apoiar a assistência às populações afectadas por sinistros e calamidades naturais;
- g) - Articular com o Departamento Ministerial responsável pela Saúde e com outras instituições afins a aplicação de programas de cuidados primários de saúde, reabilitação física e psicossocial dos grupos em situação de vulnerabilidade e de atendimento as necessidades nutricionais da criança;
- h) - Promover a realização de diagnósticos sociais e o cadastramento das famílias em situação de riscos sociais;
- i) - Propor políticas de inclusão social dos grupos em situação de vulnerabilidade, desenvolvendo resposta sociais integradas;
- j) - Elaborar políticas e estratégias de combate à pobreza e exclusão social dos ex-reclusos;
- k) - Propor ao executivo medidas adequadas de prevenção e assistência às populações em condições de vulnerabilidade;
- l) - Fazer o levantamento, avaliação, acompanhamento e mapear as áreas de risco de calamidades naturais e as populações em condições de vulnerabilidade, no âmbito da assistência e melhoria das condições de vida da população;
- m) - Definir e promover programas que contribuam para a melhoria da condição e inclusão das minorias no processo de desenvolvimento económico e social;
- n) - Realizar estudos e emitir pareceres sobre matérias ligadas à execução dos programas de combate à pobreza;
- o) - Políticas de instalação, certificação, controlam e funcionamento dos equipamentos e serviços de assistência e acção social;
- p) - Elaborar planos, projectos referentes à especificidade do Departamento e relatórios de balanço das actividades desenvolvidas;
- q) - Conceber políticas de instalação, certificação, controlo e funcionamento dos equipamentos e Serviços de Assistência e Acção Social.
- O Departamento de Acção Social Integrada é dirigido por um técnico superior, com a categoria de Chefe de Departamento a quem compete:
- a) - Assegurar a execução das tarefas do Departamento;
- b) - Coordenar as actividades dos técnicos adstritos ao Departamento, assim como manter a disciplina laboral necessária;
- c) - Despachar com o Director e informar sobre matérias respectivas à área;
- d) - Elaborar periodicamente os planos de actividade e respectivos relatórios do seu cumprimento;
- e) - Elaborar planos, projectos referentes à especificidade do Departamento e relatórios de balanço da actividade desenvolvida.
Artigo 8.º (Departamento de Acompanhamento das Transferências Sociais e Integração Produtiva)
- O Departamento de Acompanhamento das Transferências Sociais e Integração Produtiva, abreviadamente designado por (DATSIP), é o órgão de apoio técnico da Direcção Nacional da Acção Social com as seguintes competências:
- b) - Promover a construção de Centros de Acção Integrados com valências adaptadas à realidade das comunidades;
- c) - Acompanhar através dos Gabinetes Provinciais, Municipais as acções de combate à pobreza, através do funcionamento dos Centros de Acção Social Integrados (CASI);
- d) - Propor políticas e programas transversais para resposta aos problemas do meio rural e periurbano e urbano, com vista à melhoria do nível e qualidade de vida;
- e) - Elaborar planos de acção de políticas sociais e monitorar a sua implementação;
- f) - Dinamizar a realização de pesquisa social e estudos interdisciplinares sobre a situação das políticas sociais e divulgar os seus resultados;
- g) - Acompanhar a dinâmica e a evolução do conceito de políticas sociais, tendo em consideração a dinâmica das transformações sociais;
- h) - Estimular a participação dos indivíduos em actividades geradoras de renda, facilitando o acesso ao crédito e ao micro-crédito com vista a alcançar a autonomia económica através do empreendedorismo, associativismo, cooperativismo e do comércio;
- i) - Conceber e monitorar os programas e projectos de transferências sociais, e de inclusão produtiva;
- j) - Promover e assegurar a implementação de políticas, programas e projectos de inclusão social das famílias na comunidade;
- k) - Garantir a atribuição de kits profissionais aos beneficiários dos programas e projectos.
- O Departamento de Acompanhamento das Transferências Sociais e Integração Produtiva é dirigido por um Chefe de Departamento a quem compete:
- a) - Assegurar a execução das tarefas do Departamento;
- b) - Coordenar as actividades dos técnicos adstritos ao Departamento, assim como manter a disciplina laboral necessária;
- c) - Despachar com o Director e informar sobre matérias respectivas à área;
- d) - Elaborar periodicamente os planos de actividade e respectivos relatórios do seu cumprimento;
- e) - Elaborar planos, projectos referentes à especificidade do Departamento e relatórios de balanço da actividade desenvolvida.
CAPÍTULO IV DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Artigo 9.º (Quadro de Pessoal)
- O quadro do pessoal da Direcção Nacional da Acção Social é o que consta do Anexo I do presente Regulamento e se constitui parte integrante.
- A organização e composição do quadro de pessoal pode ser evolutiva em função das tarefas e necessidade de criação de novas áreas internas da Direcção Nacional da Acção Social.
- As vagas do quadro de pessoal serão providas por nomeação, concurso público ou por contrato.
Artigo 10.º (Organigrama)
O organigrama da Direcção Nacional da Acção Social é o que consta do Anexo II, do presente Regulamento e se constitui parte integrante.
Artigo 11.º (Dúvidas e Omissões) resolvidas pelo Ministro da Acção Social, Família e Promoção da Mulher.
ANEXO I
Quadro de pessoal a que se refere o artigo 9.º
ANEXO II
Organigrama a que se refere o artigo 10.º A Ministra, Faustina Fernando Inglês de Almeida Alves de Sousa.
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