Decreto Executivo n.º 453/16 de 25 de novembro
- Diploma: Decreto Executivo n.º 453/16 de 25 de novembro
- Entidade Legisladora: Inspecção-Geral da Administração do Estado
- Publicação: Diário da República Iª Série n.º 192 de 25 de Novembro de 2016 (Pág. 4966)
Assunto
Administração do Estado.
Conteúdo do Diploma
Considerando que o Decreto Presidencial n.º 215/13, de 16 de Dezembro, aprovou o Estatuto Orgânico da Inspecção-Geral da Administração do Estado;
Havendo a necessidade de se regulamentar o modo de estruturação, organização e funcionamento da Direcção de Inspecção e Controlo, com vista à materialização das competências que lhe foram cometidas pelo Estatuto Orgânico da Inspecção-Geral da Administração do Estado;
Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente da República, nos termos do artigo 137.º da Constituição da República de Angola, e de acordo com os n.os 1 e 4 do artigo 2.º do Decreto Presidencial n.º 6/10, de 24 de Fevereiro, determino:
Artigo 1.º (Aprovação)
É aprovado o Regulamento Interno da Direcção de Inspecção e Controlo da Inspecção Geral da Administração do Estado, anexo ao presente Decreto Executivo que dele é parte integrante.
Artigo 2.º (Dúvidas e Omissões)
são resolvidas pelo Inspector-Geral do Estado.
Artigo 3.º (Entrada em Vigor)
O presente Decreto Executivo entra em vigor na data da sua publicação.
Publique-se. Luanda, aos 30 de Outubro de 2016.
O Inspector-Geral da Administração do Estado, Joaquim Mande.
REGULAMENTO INTERNO DA DIRECÇÃO DE INSPECÇÃO E CONTROLO
CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 1.º (Definição)
A Direcção de Inspecção e Controlo é o serviço executivo central, especializado da InspecçãoGeral da Administração do Estado que realiza a actividade de controlo, inspecção e fiscalização, bem como a proposição de medidas de correcção e de melhorias da organização e funcionamento dos serviços da Administração do Estado, ao abrigo das normas legais vigentes.
Artigo 2.º (Atribuições)
A Direcção de Inspecção e Controlo tem as seguintes atribuições:
- a) Elaborar a proposta do programa anual de inspecções gerais;
- b) Propor a composição das equipas técnicas ou comissões de inspecção;
- c) Executar acções de inspecção, auditoria, inquérito, sindicância, averiguações, exames e outras tarefas de fiscalização superiormente determinadas;
- d) Catalogar e controlar o cumprimento das decisões proferidas nos processos da acção inspectiva;
- e) Emitir juízo opinativo sobre os relatórios das acções inspectivas e demais processos instruídos, e verificar o cumprimento das decisões finais proferidas nos mesmos;
- f) Colaborar com o Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística na actualização sistemática e permanente dos questionários a utilizar na actividade inspectiva;
- g) Assistir o Inspector-Geral da Administração do Estado na coordenação, apoio e controlo dos serviços de inspecção e controlo instituídos nos demais órgãos da Administração do Estado;
- h) Manter sistemática e permanentemente informado o Inspector-Geral da Administração do Estado sobre o tratamento das queixas, denúncias e reclamações dos cidadãos;
- i) Elaborar estudos e projectos que visam o aperfeiçoamento da acção inspectiva;
- j) Apoiar, acompanhar e manter informado o Inspector-Geral da Administração do Estado sobre as acções inspectivas em curso no País e no estrangeiro;
- k) Propor medidas que visam prevenir, corrigir e eliminar os erros e irregularidades cometidas pelos órgãos e serviços da Administração do Estado, no exercício das suas atribuições, bem como a reintegração do interesse público e da legalidade violada;
- l) Desempenhar as demais tarefas que lhe forem determinadas superiormente.
CAPÍTULO II ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO
SECÇÃO I ORGANIZAÇÃO EM GERAL
Artigo 3.º (Estrutura Orgânica)
A Direcção de Inspecção e Controlo tem a seguinte estrutura:
- a) Direcção;
- b) Departamento de Auditoria e Investigação;
- c) Departamento de Inspecção e Controlo;
- d) Departamento de Programação e Avaliação;
- e) Repartição de Expediente e Processos.
SECÇÃO II COMPETÊNCIAS
Artigo 4.º (Director)
- A Direcção de Inspecção e Controlo é dirigida por um Inspector-Geral, com a categoria de Director Nacional, a quem compete:
- a) Dirigir, coordenar, controlar e responder pelas actividades da Direcção de Inspecção e Controlo perante o Inspector-Geral da Administração do Estado;
- b) Submeter à aprovação superior os planos e programas de realização de inspecções e auditorias;
- c) Submeter a despacho superior os assuntos que excedam a sua competência;
- d) Gerir os recursos humanos, materiais e financeiros da Direcção;
- e) Orientar a elaboração e aprovação do plano de férias do pessoal da Direcção;
- f) Assegurar a disciplina laboral e propor medidas ou acções disciplinares, nos termos da legislação em vigor;
- g) Propor a deslocação dos funcionários da Direcção em missão de serviço no interior e exterior do País;
- h) Velar pelo cumprimento e execução dos programas e demais directrizes emanadas superiormente;
- i) Proceder a estudos e emitir pareceres sobre os assuntos que lhe sejam confiados superiormente;
- j) Convocar e presidir as reuniões do colectivo da Direcção;
- k) Desempenhar as demais tarefas que lhe forem determinadas superiormente.
- Na falta, ausência ou impedimento, o Inspector-Geral é substituído por um Inspector-Geral Adjunto, por ele designado, devendo comunicar tal facto ao Inspector-Geral do Estado.
SECÇÃO III ORGANIZAÇÃO EM ESPECIAL
Artigo 5.º (Departamento de Auditoria e Investigação)
- O Departamento de Auditoria e Investigação é o serviço interno da Direcção de Inspecção e Controlo, com as seguintes atribuições:
- a) Proceder à auditoria nos domínios administrativo, financeiro e patrimonial dos órgãos, organismos e serviços sujeitos à acção inspectiva da Inspecção-Geral da Administração do Estado;
- b) Realizar inquéritos, sindicâncias, averiguações, exames fiscais e demais exames;
- c) Propor a instauração de processos disciplinares em resultado da sua actividade;
- e) Receber e dar o devido tratamento às denúncias, queixas e reclamações dos cidadãos sobre o deficiente funcionamento dos serviços da Administração do Estado;
- f) Desempenhar as demais tarefas que lhe forem determinadas superiormente.
- O Departamento de Auditoria e Investigação é chefiado por um Inspector-Geral Adjunto, com a categoria de Chefe de Departamento Nacional.
Artigo 6.º (Departamento de Inspecção e Controlo)
- O Departamento de Inspecção e Controlo é o serviço interno da Direcção de Inspecção e Controlo, cujas atribuições são as seguintes:
- a) Realizar as tarefas de inspecção e controlo previstas neste Regulamento;
- b) Verificar o cumprimento das normas e demais legislação que regem a Administração Pública;
- c) Propor a instauração de processos disciplinares em resultado da sua actividade;
- d) Analisar os relatórios de actividades dos demais serviços de inspecção e fiscalização do aparelho do Estado e formular propostas tendentes a aperfeiçoar a sua organização, funcionamento e desempenho;
- e) Propor a definição de estratégias, políticas e planos de trabalho no que respeita à qualidade do serviço de inspecção e controlo;
- f) Participar em programas de pesquisa relacionados com a actividade de inspecção e controlo;
- g) Prestar assistência técnica, no domínio da qualidade, aos serviços de inspecção e controlo dos órgãos da Administração Pública;
- h) Desempenhar as demais tarefas que lhe forem determinadas superiormente.
- O Departamento de Inspecção e Controlo é chefiado por um Inspector Geral-Adjunto, com a categoria de Chefe de Departamento Nacional.
Artigo 7.º (Departamento de Programação e Avaliação)
- O Departamento de Programação e Avaliação é o serviço interno da Direcção de Inspecção e Controlo, com as seguintes atribuições:
- a) Apresentar a proposta da programação das acções inspectivas;
- b) Avaliar quantitativa e qualitativamente o trabalho desenvolvido pelos inspectores da Inspecção Geral da Administração do Estado e pelos órgãos sob a sua superintendência, e emitir sugestões com vista à superação das insuficiências encontradas;
- c) Participar na avaliação anual do desempenho profissional dos inspectores;
- d) Participar na elaboração de estudos sobre as carreiras dos inspectores;
- e) Cooperar com o Departamento de Recursos Humanos da Secretaria-Geral na elaboração dos critérios e indicadores dos planos de formação e superação profissional dos inspectores;
- f) Desempenhar as demais tarefas que lhe forem determinadas superiormente.
- O Departamento de Programação e Avaliação é chefiado por um Inspector-Geral Adjunto, com a categoria de Chefe de Departamento Nacional.
Artigo 8.º (Repartição de Expediente e Processos)
- A Repartição de Expediente e Processos é o serviço interno da Direcção de Inspecção e Controlo, com as seguintes atribuições:
- a) Organizar os processos instruídos pelos serviços que integram a Direcção de Inspecção e Controlo e executar o respectivo expediente;
- c) Executar o expediente geral da Direcção de Inspecção e Controlo;
- d) Desempenhar as demais tarefas que lhe forem determinadas superiormente.
- A Repartição de Expediente e Processos é chefiada por um Inspector Chefe de 1.ª Classe, com a categoria de Chefe de Repartição Nacional.
CAPÍTULO III PESSOAL
Artigo 9.º (Quadro de Pessoal)
O quadro de pessoal da Direcção de Inspecção e Controlo consta do Anexo I, que integra o presente Regulamento.
Artigo 10.º (Organigrama)
O organigrama da Direcção de Inspecção e Controlo consta do Anexo II, que é parte integrante do presente Regulamento.
O Inspector-Geral da Administração do Estado, Joaquim Mande.
DE PESSOAL DA DIRECÇÃO DE INSPECÇÃO E CONTROLO)
O Inspector-Geral da Administração do Estado, Joaquim Mande.
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